Reage, Rio: histórias temperadas com sucesso

Emprego. Maria Bethânia conseguiu uma vaga ao concluir o curso de gastronomia

RO - Com as portas abertas para novos talentos e demanda em alta, a gastronomia impulsiona um mercado de alta empregabilidade. Não é á toa que cada vez há mais ofertas de cursos técnicos ou especializados e de capacitações variadas. O Senac, por exemplo, tem um portfólio de 52 formações em diversas unidades do Estado do Rio, que preparam desde auxiliares a chefes de cozinha ou confeiteiros. A excelência do ensino faz com que mais de 70% já se formem com emprego garantido.Em outra frente, há cerca de um ano a cidade recebeu uma filial da escola de culinária mais conceituada do mundo: a Le Cordon Bleu Rio. E o mega projeto ficou a cargo da portuguesa Sofia Mesquita. Escritora e crítica gastronômica, Sofia ainda ostenta o Le Grand Diplome, o mais completo curso da instituição, a maior e mais conceituada escola de gastronomia no mundo. O projeto vem dando ótimos frutos, tanto que, em breve, vai inaugurar um restaurante em sua sede.— É preciso ressaltar o lado bom do Rio, pois em meio a crise também surgem ótimas oportunidades .O campus carioca é o único, entre as 35 escolas espalhadas pelo mundo, a oferecer o Programa Cordon Tec, projeto piloto com duração de um ano, mais barato que os cursos tradicionais, com 20% de alunos bolsistas. E foi nessa chance que Maria Bethânia Leal resolveu buscar uma alternativa de emprego para mudar de vida. Aos 34 anos, moradora de Marechal Hermes, na Zona Norte, ela deixou a profissão de agente imobiliário e arriscou-se num curso de chefe de cozinha na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec). No fim das aulas, soube que a escola francesa tinha um programa de cinco bolsas, em parceria com a instituição do estado. Participou do processo, mas ficou em sexto lugar. Só que a sorte estava a seu lado e a Cordon Bleu ampliou o número de bolsas para dez.Não foi fácil. Precisou recorrer à mãe para cuidar de sua filha, de 4 anos, e para garantir ajuda financeira durante o curso. Deu certo. Maria Bethânia foi escolhida para ser ajudante de cozinha. A sofisticação das receitas e o uso de técnicas e temperos desconhecidos de vez para a vida de Bethânia.— Agora, quando faço churrasco, não tem mais essa história de macarronese. É uma boa salada de batata, um vinagrete decente, mostarda Dijon. — comenta a cozinheira, que melhorou os hábitos alimentares da família.— O conhecimento transforma a gente — conclui Bethânia, que sonha em continuar estudando culinária e morar no exterior.