Reajuste da Petrobras não é suficiente e combustíveis seguem defasados

Diferença nos preços da Petrobras chega a 8%, com relação ao mercado internacional
Diferença nos preços da Petrobras chega a 8%, com relação ao mercado internacional

(Getty Images)

  • Reajuste da Petrobras não é suficiente e combustíveis seguem defasados;

  • Gasolina e diesel precisariam subir mais R$ 0,22 e R$ 0,46, respectivamente;

  • Alteração da semana passada elevou o litro da gasolina para R$ 4,06 e o do diesel para R$ 5,61.

O novo reajuste nos combustíveis, anunciado pela Petrobras nesta sexta-feira (17), não foi suficiente para equiparar os preços ao mercado internacional. A gasolina segue com defasagem de 5% e o diesel de 8%, segundo informado pela Abicom (Associação Brasileira de Importadoras de Combustível) nesta segunda-feira (20).

A Associação aponta que a gasolina e o diesel precisariam subir mais R$ 0,22 e R$ 0,46, respectivamente. Com a alteração da semana passada, o litro da gasolina passou de R$ 3,86 para R$ 4,06, e o do diesel passou de R$ 4,91 para R$ 5,61.

Vale ressaltar que antes dos novos preços adotados pela estatal a defasagem era bem maior, chegando a 13% na gasolina e 21% no diesel. A diferença nos preços com relação ao mercado internacional é um ponto de atenção, já que impede que as importações sejam realizadas por médios e pequenos produtores – uma vez que eles comprariam por preços mais altos, para vender por preços mais baixos. Isso aumenta o risco de desabastecimento no país.

O cálculo da Abicom utilizou como base os valores para gasolina, óleo diesel, câmbio, RVO (Obrigação de Volume Renovável) e frete marítimo no fechamento do mercado na última sexta-feira (17).

Ações da Petrobras param de ser negociadas na Bolsa

Nesta segunda-feira (20), as negociações das ações da Petrobras no pregão da Bolsa de Valores brasileira foram suspensas.O procedimento foi adotado devido à capacidade que a demissão do então presidente da estatal, José Mauro Filho, tem em provocar oscilações potencialmente prejudiciais.

A renúncia ao cargo acontece depois do governo de Jair Bolsonaro (PL) criticar as decisões de Mauro Filho, especialmente no que diz respeito ao novo reajuste de preços. Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, disse que a gestão do presidente da Petrobras foi "um ato de terrorismo corporativo" e o acusou de trabalhar "sistematicamente contra o povo brasileiro".

As considerações de Lira, juntamente com as de outros políticos, provocaram forte queda nas ações da estatal. Os papéis ordinários (PETR3) e preferenciais (PETR4) da petrolífera caíram 7,25% e 6,09%, respectivamente, na sexta. No mesmo dia, a petrolífera perdeu R$ 27,3 bilhões em valor de mercado.

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