Reajuste da tarifa de ônibus é adiado para 2022 em São Paulo

·2 min de leitura
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 10-08-2016: Faixa de ônibus na av 9 de Julho, região central. (Foto: Joel Silva/Folhapres)
*ARQUIVO* SÃO PAULO, SP, 10-08-2016: Faixa de ônibus na av 9 de Julho, região central. (Foto: Joel Silva/Folhapres)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O prefeito Ricardo Nunes confirmou nesta sexta-feira (24) que o reajuste da tarifa de ônibus será adiado para 2022. O valor atual, de R$ 4,40, será mantido até a definição da votação do projeto de lei que prevê custeio do governo federal para a gratuidade de idosos.

O último reajuste das tarifas de ônibus, metrô e trem ocorreu em janeiro de 2020, quando a passagem subiu de R$ 4,30 para R$ 4,40.

Na última quarta-feira (22), durante reunião extraordinária do CMTT (Conselho Municipal de Trânsito e Transporte), representantes da administração municipal já tinham apresentado cálculos que poderiam levar a tarifa básica até R$ 5,10. Na reunião, a prefeitura justificou a decisão dizendo que o IPCA atingiu 15,51% no acumulado entre dezembro de 2019 e novembro de 2021.

A SPTrans afirma que o subsídio ao transporte público na capital paulista é de R$ 3,3 bilhões ao ano. O valor pago pela administração municipal é usado para cobrir a diferença entre a tarifa e o custo de cada passageiro transportado que, segundo a prefeitura, é de R$ 8,71.

Embora governo e prefeitura tenham mantido o valor da tarifa em 2021 em meio à pandemia, no fim de 2020 foi revogada a gratuidade no transporte coletivo municipal e intermunicipal para pessoas entre 60 e 64 anos.

Em novembro, durante a inauguração da estação João Dias, da linha 9-esmeralda da CPTM, o governador João Doria (PSDB) já havia sinalizado para a possibilidade de reajuste. "Vamos concluir os entendimentos, análises. Quero lembrar apenas que 80% do sistema de transporte público é bancado por empresas, que compram o VT [vale-transporte] e oferecem a seus profissionais", disse.

Também estava presente o prefeito Ricardo Nunes (MDB), que havia deixado em aberto a discussão sobre o reajuste. "Se não houver esse aumento, o repasse do custo do diesel vai ser pago também com o subsídio. O que é o subsídio? Um dinheiro que está no caixa da prefeitura e vai sair da educação, da saúde para subsidiar o transporte. É uma questão que está sendo discutida, nada foi definido."

Na última quarta (22), o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) lançou uma campanha pela internet contra o aumento de tarifa de ônibus no Brasil.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos