Reajuste impede que a conta de luz fique mais barata

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hanging light bulbs, one is switched on, 3d artwork
A conta continuará cara para os consumidores (Getty Image)
  • Governo Federal anunciou o fim da bandeira de escassez

  • No entanto, reajustes da tarifa nos estados devem impedir diminuição dos preços

  • A luz deveria custar 20% menos caso o aumento não fosse instituído

Não vai ser dessa vez que a conta de luz ficará menos cara. Com o fim da bandeira de escassez, a expectativa é que nos próximos meses a conta pesasse um pouco menos no bolso dos brasileiros. No entanto, reajustes autorizados em oito estados podem minar o barateamento do serviço.

No início do mês, o país entrou na bandeira verde, encerrado a cobrança anual utilizada quando as termoelétricas, que têm energia mais cara, precisam ser acionadas. Com isso, a luz deveria custar 20% menos. Mas, com os reajustes anuais, que podem chegar a 24%, o valor será diluído e não deve aliviar os valores salgados.

Em entrevista ao portal R7, o consultoria de energia Rodrigo Gelli afirmou que a redução no preço será diluída com os aumentos periódicos. “O anúncio de redução de 20% das contas de luz foi possível porque foi feito antes do início do ciclo de reajustes tarifários de 2022, com poucas exceções”, explica.

Novas cobranças na conta de luz autorizadas pela Aneel

Na última terça-feira, a Aneel aprovou o aumento tarifário em quatro estados do Nordeste. As novas cobranças entram em vigor já nesta sexta-feira (22). No Ceará, por exemplo, a cobrança deve subir 23,99%, Já o Rio Grande do Norte aumentará 19,87%, concedendo um ligeiro alívio no valor.

No Centro-Oeste, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul também registraram aumentos expressivos, fazendo com que o desconto no preço seja pequeno.

Ainda em março, antes do fim da cobrança extra, a CPFL Paulista passou por um reajuste médio de 13,80%. No Rio de Janeiro, a Enel subiu 16,86% e a Light aumentou 14,68%.

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