Reajustes na conta de luz devem ser menores no 2º semestre

Aumento de até 63,7% nas bandeiras tarifárias de energia elétrica começou a valer na semana passada (Getty Creative)
Aumento de até 63,7% nas bandeiras tarifárias de energia elétrica começou a valer na semana passada (Getty Creative)
  • Conta de luz: maior parte dos custos ocasionados pela crise hídrica já foi repassada aos consumidores;

  • Reajustes aprovados no primeiro semestre ultrapassaram os 20%;

  • Decisão foi tomada devido à falta de chuvas.

Um cálculo da TR Soluções, empresa de tecnologia especializada em tarifas de energia, estima que os reajustes na conta de luz neste segundo semestre deverão ser menores que os registrados entre janeiro e junho.

Os reajustes aprovados no primeiro semestre ultrapassaram os 20%. No entanto, segundo a TR, como a maior parte dos custos ocasionados pela crise hídrica já foi repassada aos consumidores, a média da alta estipulada pelas distribuidoras de energia que ainda promoverão reajustes deverá ser de 5,6%.

“No caso daquelas [distribuidoras] que passam pelo processo no primeiro semestre, os custos extras com a crise foram repassados às tarifas apenas neste ano, pressionando os percentuais”, explicou o diretor de Regulação da TR Soluções, Helder Sousa, ao portal G1.

Começou a valer na última sexta-feira (1) o aumento de até 63,7% nas bandeiras tarifárias de energia elétrica. O reajuste, aprovado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) acima dos valores colocados em consulta pública, vale até junho de 2023.

A decisão foi tomada devido à falta de chuvas, que consequentemente fazem os reservatórios operarem na capacidade mínima. A dificuldade em gerar energia afeta principalmente residências, pequenas indústrias e comércios – os chamados consumidores cativos, que compram energia diretamente da distribuidora.

Já na última segunda-feira, consumidores de 24 municípios do estado de São Paulo passaram a pagar por um valor maior na conta de luz. Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final do mês de passado, o aumento está sendo aplicado às cidades que são atendidas pela Enel Distribuição São Paulo e atinge cerca de 7,6 milhões de unidades consumidoras.

Segundo informações do portal G1, "o aumento médio será de 12,04%, sendo 18,03% para alta tensão e de 10,15% para baixa tensão. No caso das 303 cidades do interior atendidas pela CPFL, não há qualquer reajuste".

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