“A Fazenda 13”: Dayane Melo culpa a mulher vítima por sofrer violência doméstica

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Dayane Melo relativiza a agressão contra as mulheres (foto: reprodução / playlus)
Dayane Melo relativiza a agressão contra as mulheres (foto: reprodução / playlus)

Resumo da Notícia:

  • A peoa já teve falas racistas e xenofóbicas nesta edição de "A Fazenda"

  • Na última semana ela rasgou o casaco de Rico Melquiades com uma faca para provocá-lo, não conseguiu

  • Cerca de 17 milhões de mulheres voram vítimas de violência doméstica em 2020

Dayane Melo relativizou a violência doméstica e culpabilizou a mulher vítima em uma conversa com MC Gui na tarde desta quarta-feira (24) em “A Fazenda 13”. A peoa já teve falas racistas, xenofóbicas e sexistas dentro do reality show.

Durante o papo, a dupla criticava Solange Gomes. O funkeiro relembrava as críticas que a ex-assistente de palco fez do seu trabalho e Dayane alegou que a máscara dela iria cair em breve. “A dela, né. Porque ela é outra pessoa. As pessoas devem ver isso, porque não é possível. Se bobear, ela leva esse prêmio ainda”, afirmou.

Então o jovem desacreditou e afirmou que não seria possível a carioca ganhar o prêmio de R$ 1,5 milhão. “Ah, Gui, é que ela fez tanta pena pra mulherada que é provável. Olha como ela vendeu o peixe dela: 'Ai, mãe solteira’”, debochou.

Dayane ainda criticou como Solange, com mais de 30 anos de carreira artística, trata as pessoas. “Tu acha que ela falou: 'eu não soube aproveitar as minhas oportunidades'? 'Não soube tratar as pessoas como deveria'? Não. Ela só: 'Ai, sou mãe solteira, meu marido não me ajuda. Escolheu o marido errado, então!’”, afirmou sobre Stephanie, filha de Solange com o cantor Waguinho.

A modelo então criticou a colega de confinamento minimizando a violência sofrida por ela no passado, que é a mesma que outras 17 milhões de mulheres no último ano. “Apanhou oito anos... Porra, uma mulher que apanhou oito anos, desculpa, aceitar isso não é legal. E agora tá aqui recuperando a fama, o nome dela, passando por cima dos outros? Ah, me poupe! Vai pra casa do caralho”, esbravejou.

Violência contra a mulher

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em parceria com o Instituto de Pesquisas Datafolha, uma em cada quatro mulheres brasileiras acima de 16 anos (24,4%), ou seja, cerca de 17 milhões de mulheres, afirmaram ter sofrido alguma forma de violência durante a pandemia do covid-19, especificamente nos últimos 12 meses.

Destas mulheres, apenas 12% dos casos foram noticiados às delegacias da mulher, 7% foram noticiados às delegacias comuns e em 7% dos casos a Polícia Militar foi acionada, sendo que em 32,8% das mulheres que não registraram ocorrência, 16, 8% julgaram não ser importante noticiar à polícia, 15,3% não quiseram envolver a polícia e 13,4% tiveram medo de represálias por parte do autor da violência.

No mesmo período, 2020, 1.350 mulheres foram vítimas de feminicídio, que é quando a causa do crime é por ela ser mulher ou um agravo da Lei Maria da Penha. O número representa um aumento de 0,7% em relação à 2019. Cerca de 55% das mortes foram provocados por facas, tesouras e canivetes.

Se você está em situação de violência doméstica, ligue 188 ou busque ajuda em uma pessoa próxima e de confiança.

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