Rebeldes centro-africanos tentam atacar capital e são repelidos

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(ARQUIVO) Veículos blindados e tanques da MINUSCA (Missão Multidimensional de Estabilização Integrada na República Centro-Africana) operam próximo à catedral de Bangassou, sudeste da República Centro-Africana, em 22 de agosto de 2017

Rebeldes centro-africanos que lutam contra o regime do presidente reeleito Faustin Archange tentaram atacar a capital do país, Bangui, mas foram repelidos pelo Exército e por capacetes azuis, informou a ONU, mencionando uma morte entre suas forças.

"O ataque foi repelido pelos capacetes azuis, em conjunto com as forças armadas centro-africanas", declarou o porta-voz da Missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca), que lamentou "a perda de um capacete azul ruandês".

As forças do regime foram atacadas por grupos da chamada Coalizão de Patriotas pela Mudança (CPC) a dez quilômetros do centro de Bangui, na madrugada desta quarta-feira.

“Graças à bravura de nossas forças e apoio bilateral, fomos capazes de repelir os agressores, que fugiram em desordem”, disse o ministro do Interior, Henri Wanzet Linguissara.

"Vários rebeldes foram capturados, mais de uma dúzia mortos", explicou à AFP o tenente-coronel Abdulaziz Fall, porta-voz dos capacetes azuis no país.

Estes são os primeiros confrontos armados perto de Bangui desde que os rebeldes anunciaram uma ofensiva há quase um mês.

Em 19 de dezembro, oito dias antes das eleições presidenciais e legislativas, uma coalizão de seis grupos armados, que ocupam dois terços da República Centro-Africana há oito anos, anunciou uma ofensiva para impedir a reeleição de Touadéra.

A vitória do presidente foi declarada em 4 de janeiro, em meio a denúncias de fraude por parte da oposição.

O regime de Touadéra é apoiado não apenas por um grande contingente de forças de manutenção da paz, mas também por forças ruandesas e paramilitares russos.

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