Rebeldes houthis cessarão ataques se coalizão interromper bombardeios

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Apoiadores do movimento houthi do Iêmen em manifestação em frente a uma embaixada dos EUA fechada, na capital Sanaa

Os rebeldes iemenitas cessarão seus ataques contra a Arábia Saudita e as forças leais ao governo se a coalizão liderada por Riade conter seus bombardeios aéreos no Iêmen, afirmou nesta terça-feira (9) em Sanaa um responsável houthi.

"Envio uma mensagem ao novo governo americano e aos sauditas: Detenham seus ataques e nós deteremos os nossos. É simples assim", disse Hisham Sharaf, que exerce a função de "chanceler" dos rebeldes.

Sharaf comentou à imprensa os recentes disparos com drones em direção à Arábia Saudita e os combates entre rebeldes e forças governamentais na região de Marib, ao leste de Sanaa.

O responsável houthi afirmou que os rebeldes interferiram nesta região contra "movimentos de grupos extremistas que vieram em reforço aos do presidente deposto", Abd Rabo Mansur Hadi.

A aviação saudita interveio contra os rebeldes e "nos vimos obrigados a responder", acrescentou.

A coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen anunciou a interceptação no domingo e segunda-feira de dois drones disparados do Iêmen.

Na segunda-feira, Estados Unidos disse estar "profundamente preocupado com os ataques continuados dos houthis" e pediu a eles para cessar os ataques contra áreas civis sauditas e qualquer nova ofensiva no Iêmen.

Sharaf negou que os rebeldes estivessem envolvidos no ataque contra o aeroporto de Aden, no sul do Iêmen, pouco depois da chegada do avião dos membros do novo goverrno do presidente Hadi.

O governo responsabilizou os houthis por este ataque que deixou 26 mortos no início de janeiro.

Sharaf afirmou também que não se pode ignorar os houthis em um eventual processo de paz no Iêmen.

A guerra no Iêmen opõe há mais de seis anos os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças do governo, apoiadas desde 2015 por uma coalizão liderada por Riade.

Os rebeldes controlam uma grande parte do oeste e do norte do país, assim como a capital Sanaa desde 2014.

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