Rebeldes huthis do Iêmen atacam unidade da Aramco na Arábia Saudita

Unidade de Shaybah, propriedade da companhia saudita Aramco

Um ataque reivindicado pelos rebeldes huthis do Iêmen provocou um incêndio "limitado" já sob controle, neste sábado (17), em uma planta de gás no leste da Arábia Saudita - anunciou o gigante saudita do petróleo Aramco.

Em um comunicado, a Aramco informou que suas "equipes de intervenção controlaram esta manhã um incêndio limitado em uma instalação de gás natural liquefeito (GNL) do campo de Shaybah".

"Não houve feridos, e as operações não foram interrompidas", acrescentou a Aramco.

Citado pela agência oficial de notícias SPA, o ministro saudita de Energia, Khaled al-Falih, disse que o ataque foi registrado em torno das 6h20 locais (00h20 em Brasília), cometido por "drones-bomba".

Al-Falih acrescentou que Riad condena "este ataque covarde nos termos mais enérgicos".

"Esta sabotagem terrorista se dá após uma série de atos destinados a perturbar o fornecimento de petróleo do mercado internacional, incluindo ataques contra petroleiros", acrescentou.

Segundo o ministro, "estes atos não estão dirigidos apenas contra a Arábia Saudita, mas também contra a economia mundial".

De manhã, os huthis anunciaram que a ofensiva à jazida foi realizada com dez drones, "o mais intenso ataque já lançado contra a Arábia Saudita", no campo de Shaybah.

Segundo a rede de televisão Al-Masirah, controlada pelos huthis, um porta-voz militar rebelde prometeu "ataques mais fortes e de maior envergadura, se a agressão saudita continuar".

Os rebeldes iemenitas reivindicam, com frequência, os disparos de drones, ou de mísseis, contra alvos sauditas - entre eles, o aeroporto internacional de Abha, no sul do país.

A coalizão liderada pelos sauditas que intervêm contra os rebeldes no Iêmen desde 2015 confirmou alguns destes ataques e desmentiu outros.

Em 14 de maio, os huthis, que controlam amplas faixas de território no Iêmen, assumiram a autoria de um ataque com drones na região de Riad contra duas estações de bombeamento de um oleoduto que une o leste e o oeste da Arábia Saudita. O país é o principal exportador mundial de petróleo.