EUA afirmam que Síria e Rússia querem apagar provas de ataque químico em Duma

Washington, 19 abr (EFE).- O governo dos Estados Unidos acusou nesta quinta-feira as autoridades sírias de tentar apagar, com a ajuda da Rússia, provas do suposto ataque com armas químicas sobre a cidade de Duma, que aconteceu no último dia 7 de março.

"Temos razões para crer que funcionários russos estão trabalhando com o regime sírio para sanear o lugar", declarou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, durante sua entrevista coletiva habitual.

A representante americana garantiu que esta afirmação se baseia em "relatórios de inteligência" e de "pessoas no terreno", e acrescentou que, além disso, os sobreviventes do ataque estão sendo pressionados tanto por Damasco como por Moscou para que mudem suas declarações iniciais.

Nauert lamentou que, "12 dias depois do ataque", ainda não tenham podido entrar em Duma os inspetores da Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), o que poderia obedecer, segundo disse, ao desejo do governo sírio de pôr em dúvida os resultados da sua investigação.

"Quanto mais tempo se passar para realizar-se uma investigação no terreno, mais se poderiam deteriorar as evidências", criticou Nauert.

Apesar de ainda não ter havido uma investigação independente sobre o ataque em Duma, no qual morreram dezenas de pessoas com "sintomas relacionados com uma exposição a químicos altamente tóxicos", segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), Washington responsabiliza as forças governamentais pelo ataque.

Em resposta, os Estados Unidos executaram na sexta-feira passada, junto com França e Reino Unido, um ataque sobre a Síria, no qual lançaram 105 mísseis sobre três supostas instalações governamentais nas quais se produziam e armazenavam armas químicas. EFE