Rebeldes de Tigré aceitam o 'princípio' de um cessar-fogo, mas com condições

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Habitantes da região etíope de Tigré assistem discurso do líder das autoridades regionais dissidentes, Debretsion Gebremichael

Os rebeldes da região etíope de Tigré afirmaram neste domingo que aceitam "o princípio de um cessar-fogo" previamente declarado pelo governo federal, mas impuseram condições estritas que dificultam seu cumprimento.

"Aceitamos o princípio de um cessar-fogo (...) Mas, antes que um acordo seja formalizado, espinhosos problemas que continuam devem ser resolvidos", disseram os rebeldes em um comunicado assinado pelo "governo de Tigré".

Entre suas condições, pedem a restituição do antigo governo regional da Frente de Libertação do Povo Tigré (TPLF) e a retirada das forças da Eritreia e da vizinha região de Amhara que dão apoio ao exército federal.

Também exigem que o primeiro-ministro Abiy Ahmed e o presidente Issaias Aferworki "sejam responsabilizados pelos danos causados", uma investigação independente da ONU sobre os "crimes horríveis" cometidos no conflito e "a distribuição sem travas de ajuda humanitária" na região.

Tigré tem sido palco de combates desde novembro, quando Abiy Ahmed, ganhador do Prêmio Nobel da Paz em 2019, enviou o exército para derrubar o governo local da TPLF.

Em uma contra-ofensiva, as forças leais à TPLF recapturaram a capital regional, Mekele, em 28 de junho. O governo federal declarou então um "cessar-fogo unilateral".

A ONU e outros países pedem um cessar-fogo na região para permitir o acesso à ajuda humanitária.

De acordo com a ONU, mais de 400.000 pessoas sofrem com a fome em Tigré e outros 1,8 milhão estão "à beira" de sofrer.

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