Rebeldes do Tigré na Etiópia são acusados de matar e bombardear civis

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O TPLF disse que as acusações eram "totalmente falsas" e pediu uma investigação independente (AFP/Yasuyoshi Chiba)

Os rebeldes do Tigré mataram civis a tiros e bombardearam várias cidades no início de setembro na região etíope de Amhara, vizinha do Tigré, onde há mais dez meses começou um conflito devastador, declararam testemunhas à AFP nesta quarta-feira (22).

O governo regional de Amhara descreveu a violência na cidade de Kobo (norte) e seus arredores como um "massacre".

O grupo rebelde Frente de Libertação do Povo do Tigré (TPLF) sempre negou ter atacado civis durante os combates contra as forças pró-governo, que se espalharam nos últimos meses do Tigré para as regiões vizinhas de Amhara e Afar.

Com as comunicações cortadas, é difícil verificar de forma independente os relatos coletados pela AFP dos civis que fugiram para os acampamentos de deslocados de Dessie, uma cidade 150 quilômetros ao sul de Kobo.

Segundo esses moradores, a violência começou em 9 de setembro na cidade de Gedemeyu, sete quilômetros ao sul de Kobo, depois que os combatentes do TPLF começaram a revistar as casas em busca de armas. Os habitantes os expulsaram.

Os combatentes atacaram civis enquanto se retiravam para o norte e depois voltaram no dia seguinte, promovendo novos ataques.

"Massacraram os agricultores (...) e os trabalhadores sazonais de lugares próximos", disse um residente de Kobo.

"Vi os corpos de sete pessoas em uma casa. Quatro deles pertenciam à mesma família", disse, acrescentando que viu "muitos outros" enquanto fugia para Dessie.

O TPLF disse que as acusações são "totalmente falsas" e pediu uma investigação independente.

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