Rebocadores e dragas para desbloquear cargueiro gigantesco do Canal de Suez

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Parte dianteira do cargueiro bloqueado no Canal de Suez, em imagem divulgada pela Autoridade do Canal de Suez em 25 de março de 2021

Rebocadores e dragas eram usados nesta sexta-feira para tentar desencalhar o porta-contêineres de 400 metros de comprimento que bloqueia há quatro dias o Canal de Suez, mas ainda não é possível saber se a operação para abrir novamente a rota comercial chave entre Europa e Ásia vai demorar dias ou semanas.

O incidente, que aconteceu na terça-feira, provocou grandes engarrafamentos, com dezenas de navios bloqueados nas duas extremidades e na zona de espera situada na metade do canal. Também causou grandes atrasos nas entregas de petróleo e de outros produtos.

Desde quarta-feira, a Autoridade do Canal de Suez (SCA, egípcia) tenta desencalhar o navio 'Ever Given', de mais de 220.000 toneladas.

"Estão utilizando rebocadores e dragas para romper as rochas e tentar liberar a embarcação", afirmou à AFP uma fonte da empresa japonesa Shoei Kisen Kaisha, proprietária do cargueiro.

A SCA informou que será necessário retirar entre 15.000 e 20.000 metros cúbicos de areia para chegar a entre 12 e 16 metros de profundidade, o que permitirá trazer novamente à tona o colossal porta-contêineres.

Mohab Mamish, assessor do presidente egípcio Abdel Fatah al Sisi para o setor portuário, afirmou na quinta-feira à AFP que a navegação seria retomada "em 48 ou 72 horas no máximo".

"Tenho experiência em várias operações de resgate deste tipo e, como ex-presidente da Autoridade do Canal de Suez, conheço cada centímetro do canal", disse Mamish, que supervisionou a recente ampliação da via marítima, muito movimentada.

Mas algumas horas antes, a empresa holandesa Smit Salvage advertiu que a operação poderia demorar "dias ou até semanas".

A empresa que explora o navio, Evergreen Marine Corp, com sede em Taiwan, encomendou da Smit Salvage e da empresa japonesa Nippon Salvage um "plano mais eficaz" para desencalhar o navio. Os primeiros especialistas chegaram na quinta-feira.

A Smit Salvage já participou em grandes operações de resgate, como o submarino nuclear russo Kursk e o cruzeiro italiano Costa Concordia.

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