Receita do Flamengo é maior que a soma da de rivais cariocas pelo segundo ano seguido

Bruno Marinho
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O ano de 2019 do Flamengo foi simbólico por diversos motivos. Além do desempenho arrebatador em campo, com os títulos carioca, Brasileiro e da Libertadores, o resultado financeiro atingiu uma marca até então inédita: naquela temporada, a receita rubro-negra foi superior à soma das receitas dos seus três rivais no futebol carioca, Botafogo, Fluminense e Vasco.

A pandemia veio e, apesar das perdas do clube da Gávea, a supremacia se repetiu: em 2020, o Flamengo teve receita de R$ 668 milhões, enquanto que os outros grandes do Rio, somados, arrecadaram R$ 531 milhões.

A temporada de estádios fechados e crise financeira global, entretanto, reduziu a diferença entre a arrecadação do rubro-negro e dos demais: em 2019, o clube gerou R$ 950 milhões. Os outros três, juntos, R$ 667 milhões.

Carlos Aragaki, sócio líder esporte total da auditoria BDO, comentou o resultado rubro-negro:

- O Flamengo perdeu receitas significativas em bilheteria, por conta dos impactos da Covid-19, na ordem de R$ 82 milhões. Além disso, em 2019 as receitas foram maiores com boas negociações como dos atletas Lucas Paquetá, Léo Duarte, Jean Lucas e Cuellar Em 2020 o destaque ficou por conta de Reinier.

Em uma análise comparativa apenas entre Botafogo, Fluminense e Vasco, os maiores ganhos do Fluminense graças à classificação para a Libertadores só serão percebidos no balanço de 2021, uma vez que a competição terminou apenas em fevereiro deste ano. Enquanto alvinegro e cruz-maltino não receberam nada de premiação por terem sido rebaixados para a Série B, o tricolor levou R$ 26 milhões.

Por conta disso e mais a falta de uma venda de maior vulto por parte do Fluminense em 2020, o Vasco registrou maior receita líquida que o tricolor. Quem ficou bem para trás foi o Botafogo, com maior queda na receita entre os três.

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