Reclamações sobre serviços financeiros lideram ranking do Idec

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Em um ano marcado pela pandemia de Covid-19, as reclamações sobre serviços financeiros (22,6) lideraram o ranking do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). Pela primeira vez, em oito anos, estas queixas superaram denúncias contra planos de saúde (20,9%), demais serviços aparecem em terceiro (12,9%), seguido de produtos (11,8%) e telecomunicações (9,1%). Como comparação, em 2019, a saúde tinha 23,8% dos registros; seguido por serviços financeiros (18,5%); produtos (16,6%) e telecomunicações (14,6%).

O principal problema envolvendo os bancos foi “dificuldade para renegociar ou parcelar dívidas” (14,4%). Em seguida vieram “falta de informação” e “cálculo de juros ou saldo devedor de cartões de crédito”, com 8,6% cada.

— Desde 2018, temos notado o crescimento das demandas relacionadas a superendividamento. Além disso, temos os efeitos da pandemia, que impactou drasticamente o orçamento das famílias brasileiras — justifica Igor Marchetti, advogado do Idec e responsável pelo levantamento.

Ione Amorim, economista do Idec, lembra que muito consumidores também foram vítimas da falta de segurança nas operações digitais e aumento no número de golpes:

— Os mais vulneráveis ficaram à mercê de estelionatários e, assim, o número de fraudes explodiu, sinalizando a necessidade de fortalecer os mecanismos de segurança — declara Amorim.

Entendimento:

Planos de saúde

Na segunda colocação do ranking, o tema de saúde segue predominantemente sendo ocupado pelas questões contra planos de saúde. Dentro deste item, o somatório dos problemas com “reajuste anual e por faixa etária” totaliza 33% das demandas de saúde, seguido por “negativa de cobertura”, com 13,44%, que ficou à frente de “falta de informação”, com 9,69%.

Na terceira colocação ficaram as dúvidas e queixas relacionadas a outros tipos de serviços, com 12,1% dos atendimentos. Os assuntos mais demandados foram “dificuldade para cancelar serviços”, com 19,35% dos casos, seguido por “má prestação de serviço” e “descumprimento de oferta”, que juntos totalizam mais de 10% dos casos.

Na quarta colocação ficaram as dúvidas e queixas relacionadas a Produtos, com 11,8%, e em quinto ficaram as dúvidas e queixas sobre o setor de telecomunicações, com 9,1%.