Recluso, Bolsonaro não vai ao Uruguai e desiste de última agenda internacional

Bolsonaro, que também faltou à reunião do G20 e à COP27 em novembro, foi aconselhado por aliados a ir à cúpula dos chefes de Estado do Mercosul para “defender o legado” de seu governo - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino
Bolsonaro, que também faltou à reunião do G20 e à COP27 em novembro, foi aconselhado por aliados a ir à cúpula dos chefes de Estado do Mercosul para “defender o legado” de seu governo - Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino

Com Jair Bolsonaro (PL) recluso após derrota, o vice-presidente Hamilton Mourão e o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, devem representar o Brasil no encontro da cúpula dos chefes de Estado do Mercosul, que acontecerá na próxima quarta-feira (6), em Montevidéu, no Uruguai.

A ida de Mourão e França é resultado da desistência do presidente em cumprir a última agenda internacional prevista para o atual presidente antes do término de seu mandato, em 31 de dezembro deste ano.

Bolsonaro, que também faltou à reunião do G20 e à COP27 em novembro, foi aconselhado por aliados a ir à cúpula dos chefes de Estado do Mercosul para “defender o legado” de seu governo perante a comunidade internacional, mesmo após sua derrota para Lula nas urnas, no dia 30 de outubro deste ano.

Na cúpula do G20 deste ano, que aconteceu nos dias 15 e 16 de novembro na Indonésia, o Brasil foi representado apenas por Carlos França, e por outros assessores do governo.

Na COP27, a cúpula do clima da ONU (Organização das Nações Unidas), o representante do atual governo foi o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite. O presidente eleito Lula também participou do evento, a convite do governo do Egito, onde aconteceu a cúpula.

Mesmo 'sumido' desde a derrota nas urnas, Bolsonaro, na última terça-feira (30), reuniu com integrantes do PL em um jantar promovido por Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, em Brasília e nesta quinta-feira (1º) recebeu, no Palácio da Alvorada, integrantes da bancada do partido para tratar da eleição para a presidência do Senado, que ocorre em fevereiro do ano que vem.

O presidente tem recebido aliados para encontros fechados na residência oficial da presidência da República.