Recorde mundial de Alison dos Santos, o Piu, está próximo, afirmam especialistas

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Ouro nos 400 metros com barreiras no Mundial de atletismo, em Eugene (EUA), terça-feira, Alison dos Santos, o Piu, ainda não está totalmente satisfeito. O paulista, que fez o terceiro melhor tempo da história da prova (46s29), quer mais: bater o recorde mundial. Hoje, a marca — que também é recorde olímpico — pertence ao norueguês Karsten Warholm, que na Olimpíada de Tóquio marcou 45s94, superando o tempo do americano Kevin Young (46s78), que durava desde Barcelona-1992.

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No dia em que Warholm bateu o recorde, Piu também correu abaixo do tempo do americano. Naquela decisão em Tóquio, o brasileiro ficou com a medalha de bronze ao fazer o tempo de 46s72. Na frente dele ainda esteve o americano Rai Benjamin, que foi prata correndo em 46s17.

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Logo após se consagrar campeão mundial, o atleta falou em entrevista sobre a possibilidade de atingir o recorde mundial. Ele afirmou que “a pergunta não é nem mais se é possível, é quando vamos chegar”.

— A gente tem noção de que essa marca é possível. Em algum momento, (correr na casa dos) 46 segundos foi distante para a gente. Como 45 segundos já foi, hoje já não é mais. Dá pra sonhar — contou ao Sportv.

Foco é diferencial

Nesta quarta-feira, Piu voltou ao estádio para a cerimônia do pódio, ao lado dos americanos Ray Benjamin (prata) e Trevor Bassit (bronze).

O medalhista olímpico Arnaldo Oliveira, bronze em na Olimpíada de Atlanta com o revezamento 4x100, acredita que Piu pode conseguir o recorde mundial ainda este ano. Segundo contou, o atleta está tranquilo e é muito focado.

— Eu vou ser bem sincero, tem ainda algumas etapas da Diamond League, e se o Alisson estiver com a cabeça tranquila e entender que ele tem condições reais de bater esse recorde, ele pode bater sim — disse o ex-atleta, hoje comentarista de atletismo da TV Globo. — Não vai ser nenhuma surpresa se ele quebrar recorde ainda este ano. Ele está muito próximo. Se ele não bater esse ano, no máximo ano que vem, porque a progressão dele está espetacular.

Para Lauter Nogueira, consultor e treinador de atletismo, o que falta para Piu quebrar o recorde mundial é apenas tempo. Ele destacou a evolução do atleta entre o Pan-Americano de Lima-2019, e a Olimpíada de Tóquio-2021. E pontuou que ele já poderia ter atingido o tempo que fez na final do Mundial há algum tempo, caso não fosse a pandemia, que interrompeu treinos e competições.

Lauter também afirmou que Piu poderia até ter feito um tempo melhor na competição no Oregon, já que na chegada ele “aliviou”, quando percebeu que iria vencer. O treinador destacou onde Alisson pode melhorar para conseguir tirar a diferença de 36 centésimos que precisa para conseguir o recorde.

— Alisson tem que melhorar a curva oposta, a curva 2, que são dos 200 metros para os 300 metros. Ele fez lenta, podia ter feito melhor, quase 20 centésimos melhor. — disse Lauter, que acrescentou: — Correr na faixa dos 45s para ele é questão de tempo. Ele tem condições de melhorar para 45s40.

Lauter também comentou sobe a idade de Piu, que com apenas 22 anos já corre no mesmo nível de Karsten Warholm, que tem 26 anos. Segundo contou, nos 400 metros com barreiras, o atleta atinge o seu auge justamente na idade do norueguês. Enquanto Warholm tem condições de competir em alto nível por mais um ano e meio aproximadamente, Alisson tem mais cinco ou seis à frente.

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