Rede 5G irá ampliar uso de tecnologia empregada contra coronavírus

Pedro Doria

Alguns dos hospitais de Wuhan, na China, dedicados a atender os primeiros pacientes infectados com o novo coronavírus apresentaram novidades tecnológicas. A mais marcante é um bracelete com inúmeros sensores — mede, por exemplo, nível de oxigênio no sangue e temperatura do corpo. Todos os médicos e pacientes os têm. Desta forma um computador soa o alarme perante os primeiros sintomas da doença, ou de uma piora.

Na Itália, alguns hospitais vêm usando robôs que emitem raios ultravioleta capazes de esterilizar ambientes, também empregados na África do Sul.

Em grande parte, a Internet das Coisas ainda é um projeto. Depende, substancialmente, de haver uma rede de celular 5G a pleno vapor. É a infraestrutura necessária para que possamos colocar chips de conexão à internet em tantas máquinas quanto queiramos. Então seu uso é, em grande parte, limitado a ambientes com WiFi.

Quando vier a próxima epidemia, porém, braceletes como os de Wuhan poderão ser usados por qualquer um, mesmo que na rua. E, embora não tenham tamanho para explorar grandes áreas, e tampouco sejam produzidos em volume suficiente, robôs esterilizadores também poderão limpar cidades. A tecnologia já é conhecida.

Robôs são úteis de outra forma: muito da contaminação em restaurantes e transatlânticos, por exemplo, está nas bandejas e pratos e talheres que passam de mão em mão. Também se torarão comuns garçons robôs, para estes momentos.

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