Rede de hotéis Hilton vai criar suítes para estadias espaciais

Hilton: rede de hotéis irá desenvolver acomodações para estação espacial privada Starlab
Hilton: rede de hotéis irá desenvolver acomodações para estação espacial privada Starlab
  • Primeira empreitada será feita nas acomodações da futura estação espacial Starlab;

  • Objetivo é testar ideias para um futuro mercado de turismo espacial;

  • Hilton irá também pensar em inovações turísticas, comerciais e educacionais para o setor.

A rede mundial de hotelaria Hilton anunciou nesta terça-feira (20), que irá criar acomodações para a futura estação espacial Starlab, que está sendo desenvolvida pela Nanoracks, Voyager Space Holdings e Lockheed Martin.

A novidade vem como um alívio para a tripulação da Starlab, que poderá esperar uma área comum e acomodações confortáveis durante sua estadia no espaço. A notícia foi divulgada durante o Congresso Internacional de Astronáutica (IAC), realizado em Paris.

A iniciativa da Hilton vem como um teste da empresa para explorar um novo nicho de mercado, aquele dos turistas espaciais. Nos últimos anos foi possível observar um barateamento de custos de lançamentos espaciais, e com os novos projetos das agências espaciais de retornar à Lua para a criação de uma base permanente, muitas empresas embarcaram na ideia da colonização espacial.

A Hilton decidiu começar a investir nesse setor, além de projetar as suítes da Starlab, a empresa "espera explorar oportunidades para iniciativas de longo prazo, como experiências solo-espaço para astronautas e iniciativas turísticas, comerciais e educacionais”, disse em um comunicado oficial.

Chris Nassetta, CEO e presidente da rede de hotéis, afirmou que esse desdobramento é um passo lógico dentro da cadeia de inovação da empresa. “Por décadas, as descobertas no espaço impactam positivamente a vida na Terra, e agora a Hilton terá a oportunidade de usar este ambiente único para aprimorar a experiência dos convidados, onde quer que as pessoas viajem”, disse.

O Starlab é uma estação espacial privada, em desenvolvimento pelas empresas Nanoracks, Voyager Space Holdings e Lockheed Martin com um apoio financeiro de U$ 160 milhões do programa Commercial LEO Destinations, da NASA. Cada uma será responsável por diferentes partes do projeto, que deverá entrar na órbita terrestre baixa até 2027.