Rede estadual de SP terá aula de recuperação em janeiro para compensar faltas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 18.10.2021 - Vista de sala de aula no colégio Humboldt, em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 18.10.2021 - Vista de sala de aula no colégio Humboldt, em São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A rede estadual de ensino de São Paulo terá aulas de recuperação durante o mês de janeiro para os alunos que faltaram em até 75% das aulas durante o ano letivo de 2021.

O número de estudantes que vão precisar do reforço ainda será definido pelos conselhos de cada escola até esta quinta-feira (23). As aulas extras irão ocorrer entre os dias 4 e 21 de janeiro, e há possibilidade de continuar nas férias de julho.

As aulas de recuperação serão ministradas de forma híbrida, ou seja, o aluno poderá acompanhá-las online, e irão incluir o conteúdo que estiver mais defasado em cada turma.

Desde agosto, quando as aulas voltaram a ser presenciais com a capacidade total das salas, a frequência tem beirado os 90%, segundo o chefe de gabinete da secretaria estadual de Educação, Henrique Pimentel.

Os conselhos de classe são formados por professores, pais de alunos, funcionários e alunos, e serão os responsáveis por selecionar os estudantes que precisam das aulas extras.

A adesão ao programa de recuperação não representa garantia de aprovação do ano letivo. "Se o aluno faltar e não aprender o conteúdo, será reprovado", diz Pimentel.

A medida, segundo a secretaria estadual de Educação, visa dar nova chance de aprendizado aos alunos que tiveram problemas com o ensino remoto durante a pandemia.

"A reprovação gera evasão escolar. Por isso, nesse período de pandemia, é muito importante manter um calendário de recuperação", diz o chefe de gabinete da pasta.

Segundo Pimentel, o programa de recuperação já havia sido instituído na rede estadual, mas a ideia é retomá-lo com mais frequência neste período pós-pandemia.

Desde a chegada do coronavírus, alunos mais pobres têm tido menos acesso ao ensino remoto e menos oportunidades de voltar à sala de aula.

No fim de agosto, a gestão João Doria (PSDB) retirou da lista de matriculados das escolas estaduais uma série de alunos sob a justificativa de que eles deixaram de frequentar as aulas.

Questionada, a secretaria não respondeu quantos alunos foram retirados das listas de matrícula nem confirmou o motivo da exclusão, que ocorreu pela classificação de "não comparecimento".

Segundo resolução de outubro do ano passado, a vaga do aluno que atingiu um determinado número de faltas é liberada para outro.

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