Rede pede ao STF prazo de 72 horas para Anvisa autorizar uso emergencial da CoronaVac

Ana Paula Ramos
·2 minuto de leitura
SAO PAULO, BRAZIL - JANUARY 07: In this photo illustration, a box of the CoronaVac vaccine developed by the Chinese laboratory Sinovac in partnership with the Butantan Institute on January 7, 2021 in Sao Paulo, Brazil. The government of Sao Paulo reported that the CoronaVac vaccine was 78% effective in clinical tests conducted in Brazil. For severe cases and deaths, the vaccine protection has reached 100%. The Butantan Institute intends to forward to the Sanitary Surveillance Agency (Anvisa) today the authorization request for emergency use and the definitive registration of the vaccine in the country. (Photo illustration by Alexandre Schneider/Getty Images)
Vacina CoronaVac teve 78% de eficácia contra covid-19 (Photo illustration by Alexandre Schneider/Getty Images)

O partido Rede Sustentabilidade solicitou ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandoviski que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) tenha o prazo de 72 horas para aprovar o uso emergencial da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

O Instituto Butantan apresentou o pedido de uso emergencial da CoronaVac no Brasil à Anvisa na quinta-feira (7). O prazo para aprovação do uso emergencial pela Anvisa é de 10 dias, enquanto o pedido de registro definitivo pode demorar até 60 dias.

A ação do partido pede ainda que a Anvisa apresente o atual estágio procedimental do registro emergencial das vacinas Coronavac e CoviShield, solicitadas, respectivamente, pelo Instituto Butantan e pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), demonstrando, de forma comparativa, a documentação solicitada pela agência e apresentada pelas instituições nos dois processos, para assegurar total transparência do procedimento.

A legenda acusa o governo federal de “predileção ideológica” em relação às vacinas contra o coronavírus.

“Nesse caso, a preferência ideológica parece caminhar no sentido de minar uma vacina potencialmente eficaz (CoronaVac) tão somente pelo fato de ter sua inteligência científica desenvolvida na China em parceria com o Governo de São Paulo, cujo mandatário é adversário político do Sr. Presidente da República. Como se houvesse espaço para jogos político-ideológicos no meio da guerra sanitária que vivemos", diz trecho do documento.

“Com toda a certeza, todas as mais de 200.000 vítimas da Covid-19 no Brasil adorariam ter tido a chance de serem imunizadas com qualquer vacina eficaz e segura disponível, sem qualquer preconceito de ordem política ou de nacionalidade. E todas as vidas que infelizmente ainda serão perdidas, sobretudo pela atuação errática do Governo Federal, também fariam tudo ao seu alcance para serem imunizadas a tempo".

A Coronavac teve uma eficácia de 78% contra a covid-19 nos estudos finais realizados no Brasil.

Leia também

O ministro já havia autorizado os estados, os municípios e o Distrito Federal a importar e distribuir vacinas registradas por pelo menos uma autoridade sanitária estrangeira e liberadas para distribuição comercial nos respectivos países, caso a Anvisa não observe o prazo de 72 horas para a expedição da autorização.