Rede social de direita recorre ao STF contra banimento de Zambelli

Segundo a ordem, Zambelli estaria usando suas contas em redes sociais para incentivar a recusa dos resultados das eleições e pedidos de intervenção militar; Gettr recorreu no caso ao STF. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Segundo a ordem, Zambelli estaria usando suas contas em redes sociais para incentivar a recusa dos resultados das eleições e pedidos de intervenção militar; Getrr recorreu no caso ao STF. (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
  • Getrr quer ter acesso ao processo que determina a remoção da conta de Zambelli da plataforma;

  • Rede social de direita pediu que o STF libere o documento em que está a decisão do TSE;

  • Empresa é uma das dez que foram obrigadas a remover a deputada sob pena de multa.

A Getrr, rede social focada em usuários de direita, quer ter acesso ao processo do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que determina a remoção da conta da deputada Carla Zambelli da plataforma. A empresa acionou o STF (Supremo Tribunal Federal) para pedir o documento.

Conforme apurado pela coluna de Lauro Jardim, do portal O Globo, a Getrr entrou com um recurso para manter Zambelli no ar depois que o juiz auxiliar Marco Antonio Vargas, do TSE, anunciou a decisão na semana passada. Segundo a ordem, a deputada estaria usando suas contas em redes sociais para incentivar a recusa dos resultados e pedidos de intervenção militar.

Apesar da negativa, a empresa pede que a Corte Eleitoral permita que seus advogados, Rodrigo Bonametti e João Manssur, possam acompanhar parte ou a íntegra do processo.

Como o TSE não respondeu, o Getrr procurou o STF, sob a justificativa de que deve ter acesso aos dados por ser a “destinatária final” da ordem do ministro contra Zambelli. A ferramenta ainda argumenta que foi uma das dez companhias obrigadas a remover o perfil da deputada sob pena de multa de R$ 150 mil por hora.

A Getrr foi fundada por Jason Miller, ex-assessor do ex-presidente norte-americano, Donald Trump, e é bastante popular entre os apoiadores de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a empresa, o caso precisa ser traduzido e informado a Miller e à toda a cúpula da rede social nos Estados Unidos.

Zambelli sai do Brasil

Na quinta-feira passada (3), rumores apontaram que a deputada teria fugido do país e, consequentemente, de eventuais consequências trazidas pelo episódio em que persegue um homem com uma arma na mão. Ela, no entanto, negou o boato e afirmou que estava apenas “cumprindo agendas pessoais”.

Em mensagem, Zambelli também disse que foi aos Estados Unidos para “estudar meios de assegurar e restaurar a liberdade de expressão no Brasil junto a autoridades americanas”.

Interlocutores da deputada informaram ao colunista que a ela provavelmente se encontraria com o blogueiro Allan dos Santos, ex-dono do site Terça Livre que está foragido há quase um ano. A intenção de Zambelli seria denunciar internacionalmente, em uma coletiva de imprensa, o que ela e Allan entendem como censura do Judiciário.