RedeTV!, SBT e Record continuam na Vivo enquanto ainda negociam

FELIPE GIACOMELLI

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os canais de TV aberta Record, RedeTV! e SBT, unidas na joint venture Simba, vão manter seus canais na Vivo, no apagão do sinal analógico de TV na Grande São Paulo, na passagem de quarta (29) para quinta (30), porque entendem que a negociação com a empresa de TV paga está avançando. Nas demais operadoras, os canais devem sair do ar no sinal digital.

Em comunicado enviado à imprensa nesta quarta (29), a Simba disse que a medida ainda não é definitiva.

"A Simba informa que as negociações pelo conteúdo da RedeTV!, Record e SBT com a operadora de televisão por assinatura Vivo avançam de maneira positiva. Por essa razão, a Simba decide manter o conteúdo pelos próximos dias, enquanto as negociações ocorrem", diz o texto do comunicado.

"Esperamos que as outras operadoras, Net, Claro, Embratel, Oi e Sky, tenham a mesma sensibilidade da Vivo, para não prejudicar o assinante de televisão paga no Brasil", acrescenta.

As três emissoras querem parte do que o assinante paga pelos pacotes de canais para disponibilizar seus sinais, assim como essas empresas já fazem com redes internacionais ou com Globo e Band (que têm também canais exclusivos da TV fechada).

Antes do apagão, as três emissoras eram obrigadas a oferecer seus sinais gratuitamente. Ficando apenas o digital, elas precisam autorizar que as operadoras levem seu conteúdo ao ar. O principal argumento da Simba é que as três representam por 20% da audiência apenas entre os assinantes da TV paga e querem receber por isso. Record e SBT estão atrás apenas da Globo, enquanto a RedeTV! é um dez canais mais vistos.

Para justificar a saída das principais operadoras de TV paga do Brasil com seus telespectadores, as emissoras tem levado ao ar seus principais nomes. O "Programa do Ratinho" (SBT), desta quarta, por exemplo, receberá Celso Portiolli, Raul Gil, Danilo Gentili e Carlos Nascimento, entre outros.

Em nota nesta terça (28), a ABTA (Associação Brasileira da TV por Assinatura) afirmou que a decisão de retirar os canais do ar partiu da própria Simba e que as operadoras não receberam propostas. Também disse que não há condições de repassar o custo do valor pedido pela Simba aos assinantes.