Redução de impostos vai permitir que empresários segurem preços, diz Guedes

O ministro da Economia Paulo Guedes disse que não pediu congelamento de preços e que as reduções de impostos anunciadas pelo governo, IPI e fixação de um teto de 17% do ICMS aprovada pelo Senado, permitirão uma folga para que empresários não elevem preços.

- É patético falar em tabelamento. Quem congelou preços lá atrás tem esse fantasma na cabeça. Reduzimos a cunha fiscal e mesmo que os preços subam há espaço para não dar aumento. Mesmo que os custos subam, como caíram os impostos, você pode ficar um tempo sem remarcar preços, ponto. Voluntariamente. Se não quiser, que se dane, aumenta o preço e o consumidor sai de perto”, disse.

- Foi nesse sentido que falei, não tem nada a ver com congelamento - disse o ministro.

Guedes participou da abertura do Fórum de Investimentos Brasil 2022, evento que acontece em São Paulo, e que apresenta oportunidades de investimentos em setores como agronegócios, infraestrutura, energia e tecnologia da informação. O evento é organizado pela ApexBrasil, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governo federal.

O ministro afirmou que o cenário externo “é um mar turbulento” e não deve melhorar tão cedo.

- Acho que vai se agravar bastante a situação da economia mundial - disse ele citando a quebra da cadeia produtiva pela pandemia e a guerra na Ucrânia.

Guedes afirmou que agora o Brasil "é o lugar para se estar e onde as coisas vão acontecer". O ministro afirmou que espera recessão nos Estados Unidos e Europa e, quanto as previsões eram de que a economia brasileira encolhesse até 1,5% este ano, o país deverá crescer agora.

- O Brasil ao contrário de EUA e Europa está começando sua decolagem de novo. Fizemos reformas durante a crise. O Banco Central agiu para manter a inflação sob controle, fizemos acordos comerciais e melhoramos os marcos regulatórios para expandir investimentos - afirmou Guedes.

Para ele, a inflação vai continuar subindo nesses países e o sistema político vai continuar sob pressão.

- Será diferente dos anos de prosperidade. As Bolsas vão continuar caindo, o Federal Reserve (banco central americano) subirá os juros. Será muita crise lá fora - afirmou.

O ministro disse que agora os investimentos tem que considerar a situação logística e o cenário geopolítico.

- Agora o investimento tem que estar perto e tem que ser amigo. O Brasil dança com todo mundo, EUA, China Europa. Estamos andando para a frente em qualquer direção. Estamos entrando na OCDE, privatizamos a Eletrobras na semana passada, o Porto de Vitória e vamos privatizar o de Santo - afirmou.

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