Redução da maioridade penal pode voltar a ser discutida no Brasil? Entenda

Congressista do PL busca apoio para ascender à Presidência do Senado Federal e garante levantar propostas da ala conservadora

O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro (PL). Em busca da presidência do Senado, ele defende retomar projetos como o da redução da maioridade penal. Foto: REUTERS/Adriano Machado
O senador Rogério Marinho (PL-RN) foi ministro do Desenvolvimento Regional no governo de Jair Bolsonaro (PL). Em busca da presidência do Senado, ele defende retomar projetos como o da redução da maioridade penal. Foto: REUTERS/Adriano Machado
  • Em busca de apoio para chegar à presidência do Senado, Rogério Marinho (PL-RN) diz que pretende retomar projetos como o da maioridade penal;

  • Senador é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e candidato do partido para buscar a liderança da Casa;

  • Principal adversário de Marinho na disputa é o atual presidente Rodrigo Pacheco (PSD-MG), a quem ele critica por suposta 'passividade'.

O projeto de redução da maioridade penal no Brasil ganhou uma nova promessa de 'desengavetamento'. O senador Rogério Marinho (PL-RN), candidato à presidência do Senado Federal, afirmou que, se vencer a disputa, irá retomar pautas defendidas pela ala mais à direita do Congresso, como a redução da idade mínima para cumprimento de pena na Justiça e o uso de agrotóxicos.

Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), fez críticas a atual liderança da Casa, Rodrigo Pacheco (PSD). Em entrevista ao site Poder360, ele se referiu ao atual presidente do Congresso como uma pessoa "educada, acordada e civilizada", mas disse que a "passividade" de Pacheco o incomoda.

Sem se referir a pautas específicas, ele criticou o colega da Casa Alta por supostamente 'engavetar' pautas importantes do debate nacional e por não ter tido, segundo Marinho, uma postura mais incisiva contra supostos excessos de outros poderes, como o Judiciário, mencionou.

Assim, se eleito para presidir o Senado, ele afirmou que fará com que "processos fluam e votações sejam feitas". Mencionando projetos que poderia 'desengavetar', citou o da maioridade penal e o a liberação de agrotóxicos.

"É um projeto que tem que ser discutido e que, ao longo do tempo, tem sido procrastinado", disse sobre a redução da maioridade penal no Brasil.

Sobre os defensivos agrícolas, acusou o governo de colocar "o agronegócio como adversário'.

Marinho também afirmou que a reforma tributária é 'extremamente necessária' e defendeu cotas sociais em vez de raciais nas universidades.