Reeleito, Macron não terá descanso com eleições parlamentares pela frente

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Presidente francês, Emmanuel Macron, se prepara para discurso após ser reeleito
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Por Sophie Louet e Ingrid Melander

PARIS (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, não teve trégua nesta segunda-feira após derrotar na véspera a adversária de extrema-direita Marine Le Pen, uma vez que seus oponentes políticos pediram aos eleitores que neguem uma maioria parlamentar ao presidente reeleito.

Se não conseguir outra vitória nas eleições parlamentares de 12 e 19 de junho, o presidente centrista e pró-Europa terá dificuldades para avançar em sua agenda pró-negócios, incluindo para aprovar seu projeto impopular para aumentar a idade de aposentadoria.

"A votação não acabou, as eleições legislativas são o terceiro turno", disse Jordan Bardella, um aliado próximo de Le Pen, dizendo aos eleitores: "Não coloquem todo o poder nas mãos de Emmanuel Macron".

Jean-Luc Melenchon, candidato da extrema-esquerda que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da disputa presidencial --logo atrás de Le Pen--, disse que Macron foi eleito "por falta de opção".

"Não desistam", disse ele a apoiadores. "Vocês podem vencer Macron (nas eleições parlamentares) e escolher um caminho diferente."

Marion Marechal, sobrinha de Le Pen que apoia o escritor que virou candidato nacionalista Eric Zemmour, pediu à tia e aos líderes partidários que organizassem uma reunião para discutir uma possível aliança parlamentar.

"Sem coalizão, Macron terá todos os poderes e Melenchon será o primeiro grupo de oposição", escreveu Marechal no Twitter. "Com uma coalizão, podemos transformar o campo nacionalista na maior força da Assembleia!"

Nas últimas eleições legislativas francesas, o partido do presidente sempre conquistou a maioria no Parlamento.

Se o resultado for diferente desta vez, Macron teria pouca escolha a não ser nomear um primeiro-ministro de outro partido, o que resultaria em um período tenso de "coabitação", durante o qual os poderes presidenciais são duramente restringidos.

Durante uma coabitação, o presidente permanece sendo o chefe das Forças Armadas e mantém alguma influência na política externa, mas o governo é responsável pela maioria dos outros assuntos do Estado.

"A realidade é que há mais na história da eleição francesa do que a vitória de Macron ontem", disse a estrategista Jane Foley, do Rabobank FX.

Uma fonte do governo disse que o presidente estava em um retiro em Versalhes consultando figuras políticas como os ex-presidentes François Hollande e Nicolas Sarkozy.

Macron também deve falar com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, ainda nesta segunda-feira, informou a Casa Branca.

Os resultados finais do segundo turno de domingo mostraram que Macron obteve 58,54% dos votos. Embora seja uma vitória clara, o resultado também deu à extrema-direita sua maior participação nas eleições presidenciais.]

Macron e seus aliados prometeram governar de forma diferente e ouvir mais os eleitores, esperando que isso os ajude a conquistar uma maioria crucial no Parlamento.

(Reportagem de Michel Rose, Tassilo Hummel, Myriam Rivet, Manuel Ausloos, Jeevan Ravindran, Myriam Rivet, Leigh Thomas, Dominique Vidalon e Sudip Kar-Gupta, em Paris)

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