Referência no Brasil, Einstein bate recorde de internações por covid-19 nesta terça

Anita Efraim
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View of the main entrance of the Albert Einstein Hospital where Brazilian President Jair Bolsonaro underwent an operation to remove a bladder stone, in Sao Paulo, Brazil, on September 25, 2020. - Bolsonaro, 65,
Presidente do Hospital Israelita Albert Einstein prevê que haverá dificuldade para atender demanda de pacientes com covid-19 (Foto: Nelson Almeida/AFP via Getty Images)

Nesta terça-feira, 2, o Hospital Israelita Albert Einstein atingiu o número mais alto de pacientes internados com covid-19: 162 pessoas. O recorde anterior era de 155 pessoas em 19 de janeiro de 2021.

O presidente do Einstein, Sidney Klajner, falou sobre os 104% de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva, índice atingido pelo hospital na última sexta-feira, 26.

“Aqui, nós temos a taxa de ocupação relacionada não apenas à covid, mas a todas as doenças. Quando a gente fala em 104%, é porque existem pacientes que estão no pronto atendimento aguardando seu leito, não que não tiveram a oportunidade de internet”, explicou.

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Em entrevista exclusiva ao Yahoo! Notícias, que vai ar na próxima quarta-feira, Klajner detalhou um sistema criado pelo Einstein para aumentar a rotatividade de leitos no hospital. “Existem iniciativas para esse momento, como um time que se junta todos os dias e visita os pacientes, mesmo que esses pacientes tenham médico autônomo responsável, para facilitar a alta”, relatou.

“Em uma demanda dessa de 104%, como foi na sexta-feira, o mais preocupante é o número de admissões na noite anterior, vindas do pronto atendimento. Foram 70 admissões e 26 eram de covid. O risco, a partir de agora, é que o número de casos covid aumente tanto que possa colocar em risco o atendimento de uma instituição como a nossa à outras doenças. Algo que seria grave para a população no geral”, alerta.

Ele explica que nenhum paciente que procurou o hospital deixou de ser atendido, mas teme que possa acontecer. “Projeções não são boas para as próximas semanas, haja visto o comportamento da nossa população e as novas variantes. Há uma série de fatores que têm contribuído para o aumento de casos.”