Reforços estreiam, mas Vasco não inspira e perde para o River Plate nos Estados Unidos

Os vascaínos que viajaram para Miami, nos Estados Unidos, para serem os primeiros a testemunharem o time de cara nova, após um ano de SAF recheado de reforços dentro de campo, além do ténico, saíram decepcionados do estádio Exploria, sede do Orlando City. A pressão do Vasco nos minutos iniciais não durou muito, e com um time parecendo pouco organizado e sem inspiração, não foi suficiente para parar os argentinos, que venceram por 3 a 0. Os gols foram marcados por Mamana, Borja e Beltrán.

Antes de a bola rolar, mais de 16 mil torcedores viram a homenagem à Roberto Dinamite exibida no telão do Orlando City Stadium — uma delas era Marta, jogadora do Orlando Pride, equipe feminina do clube, e que começou a carreira profissional no Cruz-maltino. Até os primeiros 11 minutos, os torcedores que ocupavam o espaço atrás do gol do argentino Armani estavam animados, com duas boas chances — uma de Pec, em bela jogada individual, e outra com o recém-chegado Pumita Rodrigues, com uma bomba da entrada da área mas que passou por cima da meta do River.

Mas logo o domínio vascaíno deu espaço para a construção do River, que se recompôs e passou a gostar do jogo. A primeira chance clara foi na cobrança de falta de Alfonso, defendida com a ponta dos dedos pelo goleiro Alexander aos 17, e cinco minutos depois a bola encontrou o caminho do gol. De novo na bola parada, desta vez quem cobrou foi Nacho Fernandéz, que levantou a bola na primeira trave para o zagueiro Mammana subir bonito e cabecear para dentro da rede.

O Vasco até ensaiou algumas reações, com duas finalizações de Nenê, mas nenhuma encontrou o caminho do gol. O River continuou pressionando, e o resultado veio aos 44. Solari desceu pela linha de fundo e cruzou rasteiro para o colombiano Borja, que só precisou empurrar para dentro da meta vascaína.

Na volta do intervalo, o River manteve a superioridade, com uma boa chance de Borja logo aos três minutos. Aos 12 minutos, Jair e Orellano estrearam com a camisa do Vasco, entrando no lugar de Figueiredo e Erick Marcus. Depois, Eguinaldo, de 18 anos, que subiu da base para o profissional durante a Série B, em 2022, entrou no lugar de Gabriel Pec, o que oxigenou o setor ofensivo do Cruz-maltino, mas não foi suficiente para levar perigo para Armani.

Com a bola nos pés, Pedro Raul, considerado como um dos maiors nomes que chegaram o Vasco nesta temporada, pouco fez. Leo Pelé também teve noite de pouco brilho, assim como Lucas Píton, que sofreu no lado direito com a pressão do River, e Miranda ficou mais marcado pelo desentendimento que teve com Alfonso na metade do segundo tempo. Eles deram lugar à Anderson Conceição, Vinícius Paiva, Edimar e Ulisses, nesta ordem. O River Plate também usou as sete alterações a que tinha direito no amistoso.

Já no final do jogo, Orellano vacilou e perdeu a bola para o meia Casco na saída de bola, que cruzou rasteiro para Beltrán na entrada da grande área. Ele teve tempo de ajeitar e chutar com categoria no canto esquerdo do goleiro Alexander, que não conseguiu impedir a bola de entrar. O terceiro gol consolidou a vitória consistente do River e frustrou as expectativas dos torcedores que esperavam um futebol renovado do time nesta nova temporada.

Embora o nível técnico do Vasco que entrou em campo nos Estados Unidos, com seus nove novos jogadores, seja superior ao do time B, que conseguiu apenas um empate contra o Madureira na estreia do Carioca, os torcedores que viajaram até Orlando não puderam ver ainda um time competitivo e entrosado, apto a brigar por títulos regionais e nacionais. No próximo sábado, às 13h (de Brasília), o Cruz-maltino enfrenta o Inter Miami e encerra sua passagem pelos Estados Unidos. Até lá, o treinador Maurício Barbieri precisará testar novos esquemas táticos antes de voltar para o Rio.