Reforma administrativa pode ficar para ano que vem, diz líder do governo

Gabriel Shinohara

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), afirmou nesta terça-feira que a reforma administrativa pode ficar para ano que vem. A previsão inicial era que a proposta fosse apresentada em conjunto o pacote de medidas econômicas no dia 5 de novembro, mas o próprio presidente Jair Bolsonaro vem adiando esse prazo.

- Ela pode ficar para o ano que vem, mas não tem nenhuma decisão tomada em relação a isso - disse o senador.

O senador disse que o governo está fazendo uma avaliação da proposta e que ainda não há uma data certa para encaminhá-la para o Congresso.

- A reforma administrativa, como todos sabem, o presidente pediu para fazer uma avaliação em todos os pontos da reforma, eu acredito que nós deveremos ter nos próximos dias a matéria concluída, reavaliada, avaliada, para se definir a data de encaminhamentoBezerra disse que uma das razões para o adiamento da apresentação da proposta é que a pauta do Congresso Nacional está densa, com as PECs do pacto federativo e a PEC paralela da reforma da Previdência.

- Na realidade a avaliação feita para o ministro Paulo Guedes sobretudo nas conversas que tivemos até a última quinta-feira no sentido de que temos uma pauta muito densa no Congresso Nacional que se traduz pela apresentação das três PECs em relação ao pacto federativo, em relação à emergência fiscal e em relação aos fundos.Também temos a PEC paralela que vamos agora tentar votar em primeiro e se for possível, cobrando os prazos, os interstícios para tentar concluir a votação da PEC paralela ainda hoje - afirmou.