Reforma na casa de Harry e Meghan custou US$ 3 milhões

O príncipe Harry e sua esposa, Meghan, duquesa de Sussex, posam para fotos com o filho recém-nascido, Archie, em 8 de maio de 2019 no Castelo de Windsor

A reforma da nova residência do príncipe Harry, sua esposa, Meghan, e Archie, o filho do casal, custou 2,4 milhões de libras (3,05 milhões de dólares), segundo as contas anuais da família real, publicadas nesta segunda-feira (24).

"As infraestruturas obsoletas foram substituídas para garantir o futuro a longo prazo da propriedade", que data do século XIX, justificou em coletiva de imprensa o encarregado da administração das contas reais, Michael Stevens.

Os trabalhos de reforma, que se estenderam por seis meses, permitiram entre outras coisas reunir em uma única residência as cinco unidades que constituíam o Frogmore Cottage, casa nos domínios do Castelo de Windsor, 40 km a oeste de Londres.

Harry e Meghan se mudaram para esta casa de campo para criar seu primeiro filho, Archie, nascido em 6 de maio. Antes viviam no Palácio de Kensington, a residência oficial do príncipe William, sua esposa Kate e seus três filhos.

O custo para os contribuintes da reforma de Frogmore Cottage provocou inúmeras críticas.

"Uma organização beneficente gastou 2,4 milhões de libras para um centro de apoio aos marinheiros que sofrem de síndrome de estressse pós-traumático. Os contribuintes gastaram depois a mesma soma para oferecer uma casa particular de luxo a Harry e Meghan", ressaltou no Twitter Graham Smith, líder dos "Republicanos", um movimento britânico antimonárquico.

Essa quantia "poderia ter sido usada para transformar os prédios vazios de Windsor em abrigos para pessoas sem teto", declarou Mark Delaney, um sem teto de Windsor, ao jornal The Daily Mirror.

No total, no ano fiscal 2018-2019, a Casa Real britânica gastou 67 milhões de libras (85 milhões de dólares) dos 82 milhões de libras (104 milhões de dólares) recebidos do Tesouro britânico.

Segundo Michael Stevens, os 15 milhões de libras não gastos ficarão reservados para futuras obras no Palácio de Buckingham, cuja reforma começou em 2018 e se prevê que dure seis anos.

Os benefícios gerados pelo patrimônio da Coroa, conhecidos como "Crown Estate", são cedidos ao Tesouro britânico, em virtude de um acordo de 1760. Em 2018-2019 representaram 345,5 milhões de libras (439 milhões de dólares).

Em contrapartida, o Tesouro concede uma subvenção que deve cobrir as despesas anuais da rainha, chamada "Sovereign Grant" e que representa 15% dos benefícios. Desde 2018, a família real recebe 10% complementares para cobrir as obras de renovação do Palácio de Buckingham.

Do total de despesas, 23 milhões de libras serviram para pagar o pessoal e 2,3 milhões para receber quase 160.000 convidados, com 1,7 milhão dedicados a comida e bebida.

A visita de Estado do presidente americano, Donald Trump, no começo de junho, será incluída no próximo balanço anual.