Advogado de atriz pornô vinculada a Trump denuncia ameaça física por silêncio

Nova York, 16 mar (EFE).- A atriz pornô Stormy Daniels, que está processando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anular o pacto de confidencialidade que lhe impede de falar sobre uma suposta relação que teve com ele no passado, foi "ameaçada fisicamente" para que se mantivesse em silêncio, afirmou seu advogado nesta sexta-feira à emissora "CNN".

Michael Avenatti, advogado de Stephanie Clifford - nome real da atriz -, fez essa declaração nesta sexta-feira no programa "New Day" da emissora americana, onde falava sobre uma entrevista que a mulher deu ao programa "60 Minutes", da "CBS", cuja transmissão deve acontecer em 25 de março.

De acordo com o advogado, Clifford "foi ameaçada fisicamente para que se mantivesse em silêncio sobre o que sabia sobre Donald Trump" e, embora não tenha dito quem fez a ameaça, garantiu que no programa a atriz oferece "detalhes muito específicos".

"Acredito que quando as pessoas virem ("60 Minutes"), vão informar-se dos detalhes, as circunstâncias sob as quais se assinou o pacto original e o que aconteceu depois em relação às ameaças e táticas coercitivas que se utilizaram para calar minha cliente", acrescentou.

A entrevista foi conduzida pelo popular jornalista Anderson Cooper, apresentador da "CNN" e colaborador frequente no programa da "CBS".

Clifford é protagonista de um escândalo revelado pelo "The Wall Street Journal" em janeiro deste ano, ao publicar que um advogado de Trump pagou US$ 130.000 à atriz antes das eleições de novembro de 2016 para que não falasse sobre uma suposta relação sexual que manteve com o agora presidente há uma década.

Foi Michael Cohen, o advogado de Trump, quem efetuou o pagamento e assinou o pacto de confidencialidade, razão pela qual a atriz solicitou perante um tribunal em Los Angeles que seja declarado "inválido, inaplicável e/ou nulo", já que não foi assinado pelo presidente.

Segundo o processo, a atriz pornô e Trump tiveram uma "relação íntima" entre 2006 e 2007, que incluiu vários encontros em um hotel de Beverly Hills (Los Angeles).

Trump e a primeira-dama, Melania Trump, se casaram em janeiro de 2005 e seu único filho em comum, Barron, nasceu em março de 2006.

Avenatti também afirmou à "CNN" nesta sexta-feira que outras seis mulheres procuraram seu escritório e alegam ter mantido relações sexuais com Trump, das quais pelo menos duas não assinaram acordos de confidencialidade, embora não tenha confirmado suas histórias. EFE

nqs/rsd