Refugiado sírio doa 900 marmitas para idosos durante pandemia

Marmitas de comida árabe foram doadas para idosos e moradores de rua. Foto: Arquivo Pessoal

Refugiado no Brasil desde 2013, o engenheiro sírio Talal Al-tinawi decidiu retribuir o carinho que recebeu do povo brasileiro fazendo algo especial durante a quarentena. Ele resolveu ajudar da sua forma e decidiu distribuir marmitas de comida árabe para pessoas que fazem parte do grupo de risco do coronavírus.

Quando ele chegou ao Brasil com sua família, ele teve dificuldades para validar seu diploma e trabalhar como engenheiro. Mas ele acabou descobrindo seu dom para culinária e passou a vender comidas típicas para colegas e amigos que conheceu ao chegar no País. Com a ajuda de doações, ele conseguiu abrir, em 2016, o restaurante Talal Culinária Síria em São Paulo.

Por conta da recepção calorosa que ele e sua família receberam ao chegar no Brasil, o sírio decidiu “devolver” o carinho. “Eu fiquei na Síria durante a guerra e eu sei o que acontece quando a pessoa precisa ficar em casa por causa da guerra, das bombas. É muito difícil. Durante a quarentena no Brasil eu pensei em fazer alguma coisa para os idosos”, diz.

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“Fiz isso para agradecer ao povo brasileiro. Ele me recebeu muito bem e me ajuda bastante para continuar a minha vida aqui no Brasil. Quando eu cheguei aqui, um voluntário me ajudou. Agora, eu trabalho como voluntário”, explica em entrevista ao Yahoo.

Logo que a quarentena começou, Talal financiou e distribuiu 300 marmitas de graça para idosos. Depois, ele conseguiu a ajuda de várias pessoas e conseguiu produzir mais 600 marmitas que foram doadas para idosos, pessoas com necessidades especiais e para moradores de rua.

“Eu fiquei muito feliz por conseguir fazer alguma coisa para os idosos, para o Brasil. Eu me senti muito feliz. Foi uma experiência muito boa para mim. Agora, eu vou tentar completar mil marmitas. Só faltam 100”, comemora Talal.