Região Metropolitana do Rio deixa a bandeira roxa; estado registra 272 novas mortes por Covid-19

Felipe Grinberg
·2 minuto de leitura

RIO — Segundo a análise dos técnicos da secretaria estadual de Saúde do Rio, a região Metropolitana 1 — que contempla a capital e Baixada Fluminense — deixou de ser classificada como área de risco muito alto (bandeira roxa). É a primeira vez desde o mês de o meio de março que nenhuma região de saúde está no nível mais crítico.

No relatório, os técnicos apontam que da semana epidemiológica 13 (entre 28/03 e 03/04) para a semana 14 (entre 04/04 a 10/04) houve uma redução de 21% no número de internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Rio.

Os indicadores da taxa de ocupação de leitos de UTI e do tempo estimada para o esgotamento das vagas de terapia intensiva, no entanto, continuam sendo um fator de grande preocupação. Somente as regiões Norte e do Médio Paraíba não possuem um desses indicadores classificados com risco "muito alto".

Na região Metropolitana 1 a estimativa é do esgotamento dos leitos de UTI em sete dias. Em todo o estado o cálculo aponta para uma possibilidade de esgotamento em oito dias.

Nesta sexta-feira, o Rio de Janeiro registrou 272 novos óbitos de Covid-19 e mais de 4,6 mil casos da doença em todo o estado. Desde o início da pandemia, 42.634 pessoas morreram vítimas do coronavírus e ao menos 721 mil foram infectadas.

Com os números desta sexta-feira, a média móvel passa a ser de 3.284 casos e 274 mortes por dia. Houve aumento de 15% na média móvel de óbitos na comparação com duas semanas atrás, o que aponta para um cenário de crescimento no contágio.

A análise dos dados foi feita a partir do levantamento do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo, que reúne informações das secretarias estaduais de Saúde.