Região Metropolitana do Rio registra cinco feminicídios em apenas duas semanas

Feminicídio: Rio de Janeiro vive sequência de crimes contra mulheres nos últimos dias; Dados registram aumento em relação a 2021
Feminicídio: Rio de Janeiro vive sequência de crimes contra mulheres nos últimos dias; Dados registram aumento em relação a 2021

As mortes de Letícia Dias, em Niterói, e Sarah Jersey Nazareth Pereira, no Rio, nesta terça (26), pelos ex-namorados evidenciam a escalada de violência contra a mulher. Com elas, em apenas duas semanas, pelo menos cinco mulheres morreram vítimas de feminicídio na Região Metropolitana do Rio. De 11 a 26 de julho, os crimes noticiados apurados pelo Globo foram praticados por namorados e ex-companheiros das vítimas. Em alguns casos, os assassinatos aconteceram na frente dos filhos.

No período, o primeiro caso foi o de Marciele Araújo da Silva Souza, de 29 anos, assassinada na manhã do dia 11 de julho, uma segunda-feira, dentro de casa pelo namorado, Glauber Barros, com quem se relacionava há cerca de dois anos. Ele confessou o crime e foi preso na tarde daquele dia.

Dois dias depois, José Carlos Martins Esperidião é preso por policiais da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense após confessar ter matado a esposa, Claudia Gonçalves de Moura, por ciúmes. Ele esquartejou o corpo da mulher e enterrou no quintal de casa. Ela estava desaparecida desde 4 de julho.

Também desaparecida desde essa data, Elizabeth Lopes da Silva, de 42 anos, foi encontrada morta pela própria filha, no dia 14, dentro da casa do ex-padrasto, em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio.

De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública, houve um aumento de quase 20% no número de feminicídios no estado do Rio comparando o primeiro trimestre de 2022 com o primeiro trimestre de 2021. Enquanto este ano foram registrados 57 casos de janeiro a junho, no ano passado foram contabilizados 48 feminicídios. Em relação ao crime de tentativa de feminicídio, foram feitos 143 registros em 2022, contra 128 em 2021. Dados que, segundo especialistas, são subnotificados porque muitas vítimas não procuram a delegacia e muitos casos são registrados com outra tipificação.

Em 2022, crimes de violência contra a mulher continuam ocupando o primeiro lugar no número de chamados para o 190. Mais de 15 mil medidas protetivas foram expedidas pela Justiça para mulheres vítimas de violência entre janeiro e maio deste ano.

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