Região separatista da Transnístria, na Moldávia, pode ser o próximo alvo da Rússia

Autoridades da região separatista pró-Rússia da Transnístria, no extremo leste da Moldávia, anunciaram, nesta quarta-feira (27), que um vilarejo na fronteira com a Ucrânia foi alvo de tiros. O local abriga um grande depósito de munição do exército russo, que pegou fogo. Analistas militares da Europa apontam que a região separatista da Transnístria poder ser o próximo alvo do Kremlin.

Os dissidentes moldavos denunciaram um "ataque terrorista" contra a unidade militar pró-Rússia, bem como explosões em duas antenas de rádio e no Ministério da Segurança Pública, no centro da capital da Transnístria, Tiraspol, que se encontra a apenas 100 quilômetros do porto de Odessa, no sudoeste da Ucrânia.

"Na noite passada, vários drones foram vistos sobre a cidade de Kolbasna", disse o Ministério do Interior da Transnístria em um comunicado, acrescentando que, na manhã desta quarta-feira, "foram disparados tiros na direção de Kolbasna", sem deixar vítimas.

"Como sugerem as primeiras conclusões de uma investigação urgente, esses ataques podem ser rastreados até a Ucrânia”, afirmou o presidente da Transnístria, Vadim Krasnoselsky. “Presumo que aqueles que planejaram essas ações têm o objetivo de atrair a Transnístria para o conflito. Posso dizer com certeza que essas tentativas falharão", completou o líder separatista em um comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa.

A cidade de Kolbasna, ou Cobasna em romeno, está localizada a cerca de dois quilômetros da fronteira ucraniana. É lá que fica um grande depósito de armas datado do período soviético, que permanece sob o controle de soldados russos implantados neste território.

Tentativa de desestabilizar a região

Risco de conflito


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