Regime sírio esvazia edifícios em Damascos

DAMASCO - Forças do presidente Bashar al-Assad parecem ter esvaziado a maioria da equipe do Exército e de sedes de comando de segurança no centro de Damasco, em preparação para um ataque militar ocidental. De acordo com moradores e fontes da oposição, unidades do Exército perto da capital confiscaram vários caminhões de reboque, aparentemente para transportar armamento pesado para locais alternativos, embora nenhum movimento significativo de equipamento militar tenha sido notado, possivelmente devido a intensos combates perto das principais rodovias.

Leia mais:
Substância pode ter matado milhares na Síria
Empresas de turismo derrubam ações, de olho na Síria

Entre os locais que foram parcialmente evacuados estão o edifício do Comando do Estado-Maior, na Praça Umayyad, o comando da força aérea e os compostos de segurança nos distritos de Kfar Souseh, segundo uma fonte do Exército Livre da Síria. Autoridades militares não discutiram publicamente os movimentos de tropas, e nenhum porta-voz do governo comentou o assunto.

Com nações ocidentais se mostrando cada vez mais dispostas a uma ação mesmo sem o aval da ONU, o governo sírio reagiu nesta quarta-feira acusando EUA, Reino Unido e França de ajudar "terroristas" a usar substâncias químicas e afirmou que os mesmos grupos vão em breve atacar a Europa com essas armas.

Nesta quarta-feira, embaixadores dos cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança (EUA, França, Reino Unido, Rússia e China) estão reunidos, em Nova York, para examinar um projeto britânico de resolução sobre a Síria. Mais cedo, Ban Ki-moon fez um apelo por solução diplomática e pediu que o órgão atue pela paz.

Pelo Twitter, Cameron afirmou que o Conselho de Segurança Nacional do Reino Unido decidiu por unanimidade que devem ser tomadas medidas para proteger os civis sírios. Mais cedo, o premier anunciara o projeto de resolução que será apresentado durante a reunião dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU em uma série de tuítes.

"Sempre dissemos que queremos que o Conselho de Segurança da ONU cumpra suas responsabilidades com a Síria. Hoje eles têm a oportunidade de fazer isso."

As articulações internacionais por uma ação contra a Síria ganham força, com a Otan afirmandoque o caso não pode ficar sem resposta. O secretário-geral da aliança atlântica, Anders Fogh Rasmussem, disse que informações de diversas fontes apontam para o governo do presidente Bashar al-Assad como o culpado pelo ataque químico.

Carregando...

YAHOO NOTÍCIAS NO FACEBOOK

Siga o Yahoo Notícias