Regina Duarte é convidada para Secretaria da Cultura e diz que responderá até amanhã

Foto: Rogério Gomes/Brazil Photo Press/LatinContent via Getty Images

A atriz Regina Duarte foi convidada pelo governo para assumir a Secretaria Nacional de Cultura e prometeu dar uma resposta até este sábado (18). Ela já havia sido chamada para o cargo pelo presidente Jair Bolsonaro, mas recusou o convite. As informações são da jornalista Mônica Bergamo, em seu blog, na Folha de São Paulo.

Durante a campanha eleitoral, Regina Duarte foi uma das grandes apoiadoras da candidatura de Jair Bolsonaro. A atriz, há anos, admite suas posições reconhecidamente de direita. Segundo as informações da jornalista, ela teria dito a interlocutores que ficou animada, mas ainda possui dúvidas sobre aceitar o convite para o cargo.

O nome da atriz teria sido levado por um parlamentar próximo ao presidente e ao deputado federal Eduardo Bolsonaro.

Demissão de Roberto Alvim

O presidente Jair Bolsonaro demitiu o secretário de Cultura, Roberto Alvim, após a repercussão do vídeo em que ele parafraseia Joseph Goebbels, ministro da Propaganda do Partido Nazista de Adolf Hitler.

“Comunico o desligamento de Roberto Alvim da Secretaria de Cultura do Governo. Um pronunciamento infeliz, ainda que tenha se desculpado, tornou insustentável a sua permanência. Reitero nosso repúdio às ideologias totalitárias e genocidas, como o nazismo e o comunismo, bem como qualquer tipo de ilação às mesmas. Manifestamos também nosso total e irrestrito apoio à comunidade judaica, da qual somos amigos e compartilhamos muitos valores em comum.”, afirmou Bolsonaro, em nota oficial.

O próprio presidente, apesar da nota citada acima, já esteve envolvido em episódios do tipo. Os filhos de Bolsonaro e seus ministros também protagonizaram momentos análogos ao vídeo de Roberto Alvim.

A queda de Roberto Alvim repercutiu na imprensa de todo o planeta. Veículos como o alemão “Der Spiegel”, o norte-americano “The New York Times” e o britânico “The Guardian”, entre outros, destacaram a decisão de Jair Bolsonaro de exonerar o seu secretário.