Regras de exame de Covid para viajar provocam caos natalino na Austrália

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Profissionais de saúde aplicam testes de detecção de Covid-19 em drive-thru montado em Sydney, na Austrália

Por Renju Jose

SYDNEY (Reuters) - As instalações de exames de Covid-19 da Austrália ficaram sobrecarregadas nesta quinta-feira em meio a uma disparada recorde de casos, já que dezenas de milhares de viajantes domésticos correram aos centros para obter os resultados de exames necessários para viajar entre os Estados na véspera de Natal.

A maioria dos Estados exige que os viajantes tenham um exame negativo 72 horas antes da partida para poderem entrar, apesar de o primeiro-ministro Scott Morrison ter pedido que eles amenizem a exigência de exame, que disse estar redirecionando recursos que poderiam ser usados para fortalecer a distribuição de vacinas de reforço.

Mais de 8.200 casos novos foram relatados na Austrália nesta quinta-feira, o maior aumento diário da pandemia, ofuscando a alta de cerca de 5.600 do dia anterior. A maioria dos casos surgiu em Nova Gales do Sul e Victoria, os Estados mais populosos.

Apesar do pico, o número de pessoas hospitalizadas continua muito inferior ao visto durante a onda da Delta, já que os casos ativos de coronavírus do país se aproximou de 44 mil.

Cerca de 800 pacientes de Covid-19 estavam internados em todo o país em 20 de dezembro, mas somente 37 destes são casos de Ômicron, disse o Departamento de Saúde em uma resposta por email. Só um caso está na unidade de tratamento intensivo e nenhuma morte foi relatada.

Mesmo em meio à onda de Ômicron, a cifra australiana de 273 mil infecções e 2.173 mortes é muito menor do que a de muitos países.

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