Rei Charles 3º demite 100 funcionários em sua primeira semana no posto

O novo rei Charles 3º foi empossado no último sábado (10). (Foto: REUTERS/John Sibley/Pool)
O novo rei Charles 3º foi empossado no último sábado (10). (Foto: REUTERS/John Sibley/Pool)
  • Profissionais atuavam na Clarence House, sua residência quando príncipe

  • Profissionais estão furiosos e sindicato foi acionado

  • Rei Charles 3º irá se mudar para o Palácio de Buckingham

O novo rei Charles III tem sido criticado na sua primeira semana no posto. Nesta terça-feira (13), ele demitiu 100 funcionários da Clarence House, sua ex-residência oficial, por conta de sua mudança para o Palácio de Buckingham.

A revelação foi feita pelo jornal local The Guardian. Segundo a publicação, os trabalhadores atendiam ao rei quando ele era príncipe. O aviso de demissão foi entregue via cartas, que dizia que o serviço deles não seria mais necessário. A decisão enfureceu o grupo.

“Todos estão furiosos, incluindo os secretários particulares e a equipe de comando. Todo o pessoal tem trabalhado muito desde a noite de quinta-feira [quando a rainha Elizabeth II morreu] para se deparar com isso. As pessoas estão muito alteradas”, disse um informante que não quis se identificar ao jornal britânico.

Entre os demitidos estão os secretários particulares, o gabinete financeiro, a equipe de comunicação e os empregados domésticos, alguns dos quais trabalhavam para Charles há diversos anos. Além disso, parte dos profissionais recebeu a notícia na segunda-feira (12), durante a cerimônia em homenagem à rainha na Catedral de São Egídio, em Edimburgo.

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O The Guardian teve acesso à carta, que trazia uma colocação do principal assessor do rei, Clive Alderton.

“A carteira de trabalho anteriormente ocupada por esta residência em apoio aos interesses pessoais do príncipe de Gales, antigas atividades e operações domésticas deixarão de ter continuidade, e a Clarence House será fechada. Espera-se, portanto, que os postos baseados principalmente na Clarence House deixem de ser necessários”, afirma a carta.

O Sindicato dos Serviços Públicos e Comerciais emitiu uma nota condenando a decisão de anunciar os cortes de pessoal durante o período de luto. Classificaram a ação do rei como “sem coração”.