Rei Charles e irmãos fazem vigília silenciosa à falecida rainha Elizabeth

O Rei Charles e outros membros da família real britânica fazem uma vigília na Catedral de St. Giles, em Edimburgo, em homenagem à rainha Elizabeth. Jane Barlow/Pool via REUTERS

Por Andrew MacAskill e Lindsay Dunsmuir

EDIMBURGO (Reuters) - O rei britânico Charles e seus irmãos fizeram uma vigília silenciosa ao lado do caixão de sua mãe, a rainha Elizabeth, na histórica catedral de Edimburgo, com milhares de pessoas fazendo fila por horas para prestar homenagem à monarca que teve o reinado mais longo da História do Reino Unido.

Com a cabeça baixa, Charles, vestindo um kilt, tradicional traje escocês, ao lado da irmã, a princesa Anne, e dos irmãos, os príncipes Andrew e Edward, ficou solenemente por 10 minutos ao lado do caixão de carvalho, coberto com a bandeira real conhecida como o Estandarte Real da Escócia.

A bandeira foi coberta por uma coroa de flores brancas e pela Coroa da Escócia, historicamente usada para as coroações dos monarcas da Escócia.

Eles deixaram a Catedral de St. Giles da cidade sob aplausos dos espectadores.

O caixão havia sido trazido do Palácio de Holyroodhouse, a residência oficial da monarca na Escócia, em uma procissão observada em silêncio por uma grande multidão em luto, com Charles e outros membros da família real caminhando lentamente atrás do carro funerário.

Os enlutados, alguns chorando e outros com a cabeça baixa ou fazendo reverência, passaram lentamente pelo caixão depois de esperar pacientemente por horas para entrar na catedral.

"Eu tinha ido ver a rainha, então você pode imaginar minha surpresa quando vi membros da família real lá", disse Frances Thain, 63. "Fiquei impressionada porque havia muito o que absorver ali".

A rainha Elizabeth morreu na quinta-feira em sua casa de férias em Balmoral, nas Terras Altas da Escócia, aos 96 anos, após um reinado de 70 anos, mergulhando o Reino Unido em luto, mesmo enquanto o país enfrenta uma crise econômica e uma mudança de governo.

Uma pesquisa do YouGov disse que 44% dos entrevistados disseram ter chorado ou derramado uma lágrima desde a morte da rainha.

((Tradução Redação São Paulo))

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