Reino Unido alerta que seria 'contraproducente' bloquear exportações da AstraZeneca

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Doses da vacina AstraZeneca

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, alertou neste domingo (21) que seria "contraproducente" bloquear as exportações da AstraZeneca, como ameaçou fazer a presidente da Comissão Europeia ontem caso a UE não receba suas remessas primeiro.

"A União Europeia sabe que o resto do mundo assiste à maneira como a Comissão se comporta", disse Wallace ao canal SkyNews. “O rompimento de contratos e compromissos seria muito prejudicial para um bloco comercial que se gaba de (respeitar) a lei”, acrescentou.

Ele garantiu que isso seria "contraproducente". Ao destacar o caráter colaborativo da produção de vacinas que envolve vários países do mundo, o ministro advertiu que isso “não só comprometeria as possibilidades de seus cidadãos terem um programa de vacinação adequado, mas também de outros países do mundo, e isso prejudicaria a reputação da UE".

"Tentar dividir ou erguer muros prejudicaria tanto os cidadãos da UE quanto do Reino Unido", declarou o ministro depois em uma entrevista à BBC.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou no sábado bloquear as exportações da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca, se a UE não receber primeiro suas doses prometidas.

"Temos a opção de suspender as exportações previstas. Essa é nossa mensagem à AstraZeneca: respeite o contrato com a Europa antes de começar a fornecer para outros países", disse ela em entrevista ao grupo de mídia alemão Funke.

Enquanto isso, a campanha de vacinação em massa que começou em 8 de dezembro no Reino Unido está cada vez mais forte, com um número recorde de doses aplicadas no sábado: 844.285 em 24 horas, informou o governo no domingo.

Mais da metade dos 52,7 milhões de adultos do Reino Unido receberam a primeira dose da vacina contra a covid-19.

A meta do governo é administrar a primeira dose em todas as pessoas com mais de 50 anos até meados de abril e em todos os adultos até o final de julho.

O Reino Unido - país europeu mais afetado pela pandemia, com mais de 126 mil mortes - utiliza vacinas da Pfizer-BioNTech e AstraZeneca-Oxford.

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