Reino Unido autoriza uso de comprimido contra covid-19

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An experimental COVID-19 treatment pill, called molnupiravir and being developed by Merck & Co Inc and Ridgeback Biotherapeutics LP, is seen in this undated handout photo released by Merck & Co Inc and obtained by Reuters on October 26, 2021. Merck & Co Inc/Handout via REUTERS ATTENTION EDITORS - THIS IMAGE HAS BEEN SUPPLIED BY A THIRD PARTY
O medicamento experimental molnupiravir. Foto: Merck & Co Inc/Handout via REUTERS
  • Autorização da agência regulatória ainda é condicional

  • Testes clínicos apontam eficácia do remédio em casos leves e moderados da doença

  • Não se sabe ainda como comprimidos serão disponibilizados

O comprimido contra covid-19 da farmacêutica Merck, que no Brasil é conhecida como MSD, recebeu uma autorização condicional nesta quarta-feira (4) da agência regulatória do Reino Unido.

O Serviço Nacional de Saúde (NHS) do país ainda irá confirmar como o medicamento será destinado aos pacientes. Não se sabe se o medicamento molnupiravir, que leva o nome comercial de Lagevrio no país, será disponibilizado em farmácias.

A autorização permite o uso do molnupiravir em pessoas com covid-19 leve a moderada e que apresentam ao menos um fator de risco para o desenvolvimento de doença grave, incluindo obesidade, idade avançada (acima de 60 anos), diabetes ou doenças cardíacas.

A agência regulatória recomenda que o medicamento seja usado o mais rápido possível depois do diagnóstico positivo de covid-19 e, ao mesmo tempo, dentro de cinco dias após o início dos sintomas.

A Merck anunciou no começo de outubro que seu remédio experimental contra a covid-19, o molnupiravir, reduziu as hospitalizações e mortes em pessoas no início da infecção com o coronavírus.

Os testes realizados mostraram que pacientes que receberam o molnupiravir em até 5 dias após o início dos sintomas tiveram cerca de metade da taxa de hospitalização e morte em relação aos pacientes que receberam um comprimido placebo.

Em 1º de janeiro de 2021, a agência regulatória britânica começou um esquema nacional de Autorização de Comercialização Condicional (CMA, na sigla em inglês) para novos medicamentos na Grã-Bretanha.

O objetivo é conceder autorizações condicionais para remédios que atendam a uma necessidade médica ainda não contemplada, como doenças graves e com risco de vida para as quais não há métodos de tratamento satisfatórios disponíveis ou em que o medicamento oferece uma vantagem terapêutica importante.

A autorização é possível mesmo quando os dados clínicos ainda não estiverem completos, desde que a agência considere que esses dados estarão disponíveis em breve.

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