Reino Unido diz à Rússia que apoiará Ucrânia 'até a vitória'

O chefe da diplomacia britânica, James Cleverly, afirmou nesta terça-feira que seu país enviou tanques à Ucrânia para fazer com que os russos no leste e sul daquele país retrocedam, uma decisão que aborreceu Moscou.

"A mensagem que enviamos a Putin (...) é de que nos comprometemos a apoiar os ucranianos até que eles se saiam vitoriosos", declarou Cleverly durante visita a Washington.

"O que Putin tem que entender é que teremos a resistência estratégica para nos mantermos ao lado deles até que a tarefa seja concluída, e que a melhor coisa que ele pode fazer para preservar a vida de seus próprios soldados é reconhecê-lo", acrescentou Cleverly durante evento no Center for Strategic and International Studies. "O custo será muito mais alto em vidas humanas e dinheiro se deixarmos que essa guerra se prolongue."

A ajuda militar à Ucrânia foi um dos principais temas da conversa de hoje entre o ministro britânico e seu colega americano, Antony Blinken, que aplaudiu o envio de tanques britânicos a Kiev, sem revelar se os Estados Unidos farão o mesmo.

Washington fornece a maior parte da ajuda ocidental à Ucrânia, cerca de US$ 25 bilhões para a segurança, mas mostra reservas quanto à entrega de tanques pesados a Kiev, por questões de treinamento e manutenção.

Blinken reiterou a determinação dos Estados Unidos a "conseguir que a Ucrânia disponha do que necessita no campo de batalha", o "meio mais rápido" de acabar com a guerra, quase um ano após o início da invasão russa, em 24 de fevereiro de 2022.

Cleverly iniciou hoje um giro por Estados Unidos e Canadá, dias depois que o premier Rishi Sunak prometeu entregar a Kiev 14 blindados Challenger 2, no que será o primeiro fornecimento de tanques pesados de fabricação ocidental à Ucrânia.

“Reconhecemos que precisam de uma forte capacidade de defesa no leste e no sul”, ambas regiões que a Rússia tentou controlar desde que invadiu a Ucrânia, ressaltou o chanceler britânico. "Se Putin acreditou por um instante que o mundo se cansaria da Ucrânia, cometeu um enorme erro de julgamento."

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