Reino Unido e Japão finalizam acordo de defesa em visita de Kishida a Londres

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(Arquivo) Os premiês japonês, Fumio Kishida (E), e britânico, Boris Johnson (D), durante cúpula da Otan em Bruxelas, em 24 de março de 2022 (AFP/HENRY NICHOLLS) (HENRY NICHOLLS)
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O Reino Unido e o Japão se dispõem a fechar um acordo de defesa para fortalecer os laços na região do Indo-Pacífico, além de discutir medidas para reduzir a dependência dos hidrocarbonetos russos, durante uma visita a Londres do primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.

Ele e seu colega britânico, Boris Johnson, devem finalizar um "acordo de acesso recíproco" que "permitirá às forças japonesas e britânicas trabalhar, treinar e operar juntas, fortalecendo o compromisso do Reino Unido com o Indo-Pacífico e defender ainda mais a paz e a segurança mundiais", anunciou o governo britânico em um comunicado divulgado nesta quarta-feira (4) pela noite.

"O Reino Unido será o primeiro país europeu a ter um acordo deste tipo com o Japão", detalhou Downing Street.

Para simbolizar os laços próximos entre os dois países, Johnson e Kishida assistirão juntos a um sobrevoo de três aviões da Royal Air Force e passarão em revista uma guarda de honra.

Os premiês também falarão sobre a invasão russa da Ucrânia e sobre o meio ambiente, incluída uma transição energética que proporcione alternativas ao petróleo e ao gás russos, ressaltou o governo britânico.

Londres também prevê anunciar a indicação de um novo enviado para o comércio no Japão, Greg Clarck, enquanto o Reino Unido negocia sua entrada no Tratado Integral e Progressista de Associação Transpacífico (CPTPP).

A visita também incluirá uma degustação de produtos alimentícios da região de Fukushima para marcar a suspensão, no fim de junho, por parte de Londres das últimas restrições relativas à região atingida por um acidente nuclear em março de 2011.

Japão e Reino Unido figuram entre os 14 países que enviarão tropas, em agosto, para as manobras militares anuais dos exércitos de Indonésia e Estados Unidos no arquipélago de Sumatra e na ilha de Bornéu, entre crescentes tensões com Pequim no Mar do Sul da China, uma região-chave para a navegação comercial.

Para fazer frente às pretensões chinesas, o Reino Unido também firmou um pacto de segurança com Estados Unidos e Austrália no Indo-Pacífico, conhecido pela sigla Aukus.

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