Reino Unido enfrenta novas datas de greve de ambulâncias em fevereiro e março

Ambulâncias estacionadas durante greve de trabalhadores em ambulâncias em Londres

LONDRES (Reuters) - O sindicato trabalhista britânico Unite informou que trabalhadores de ambulâncias entrarão em greve em uma série de novas datas em fevereiro e março, no mais recente sinal do aprofundamento da disputa entre governo e profissionais de saúde sobre salários.

O Unite disse que trabalhadores de ambulâncias na Inglaterra vão paralisar as atividades em 6, 17, 20 e 22 de fevereiro, e 6 e 20 de março, com membros em diferentes regiões realizando greves em dias diferentes.

As novas datas aumentarão os temores pelo funcionamento seguro do serviço de saúde no Reino Unido em 6 de fevereiro, quando outros sindicatos relacionados à saúde, incluindo o Royal College of Nursing, também farão paralisações.

O Reino Unido tem sido atingido por uma onda de greves nos últimos seis meses, a pior em uma geração, com greves de ferroviários, professores e funcionários dos correios exigindo salários mais altos devido ao aumento da inflação.

O Unite disse que o governo precisa negociar o pagamento atual se quiser encerrar a greve.

"As constantes tentativas do governo de empurrar com a barriga e sua conversa sobre pagamentos únicos, ou aumentos salariais no futuro, simplesmente não são suficientes para resolver esta disputa", disse Onay Kasab, principal dirigente do Unite, em um comunicado nesta sexta-feira.

Membros de um sindicato diferente, o GMB, que representa trabalhadores em ambulâncias e outros profissionais de saúde, incluindo assistentes de atendimento de emergência, já estão planejando greves em 6 e 20 de fevereiro, e em 6 e 20 de março.

O Departamento de Saúde e Assistência Social britânico disse em um comunicado por e-mail que estava desapontado com as notícias de novas greves, acrescentando que as discussões com os sindicatos sobre salários para o período de 2023-2024 foram "construtivas".

"Os trabalhadores de ambulâncias fazem um trabalho incrível e é decepcionante que alguns membros do sindicato continuem com novas greves em um momento em que o NHS (sistema de saúde) já está sob enorme pressão da Covid, gripe e lidando com o atraso", declarou um porta-voz.

(Reportagem de Yadarisa Shabong em Bengaluru e Sarah Young em Londres)