"Relógio do Fim do Mundo" chega aos 90 segundos para a meia-noite com aumento de ameaça nuclear

Relógio do Fim do Mundo em Washington

Por Katharine Jackson

WASHINGTON (Reuters) - Cientistas atômicos ajustaram o "Relógio do Fim do Mundo" para mais perto da meia-noite do que nunca nesta terça-feira, dizendo que as ameaças de guerra nuclear, doenças e volatilidade climática foram exacerbadas pela invasão russa da Ucrânia, colocando a humanidade em maior risco de aniquilação.

O "Relógio do Fim do Mundo", criado pelo Boletim de Cientistas Atômicos para ilustrar o quão perto a humanidade chegou do fim do mundo, mudou seu "tempo" em 2023 para 90 segundos para a meia-noite, 10 segundos mais perto do que esteve nos últimos três anos.

A meia-noite neste relógio marca o ponto teórico da aniquilação da humanidade. Os ponteiros do relógio se aproximam ou se afastam da meia-noite com base na leitura dos cientistas sobre as ameaças existenciais em um determinado momento.

O novo horário reflete um momento em que a invasão da Ucrânia pela Rússia reavivou os temores de uma guerra nuclear.

"As ameaças veladas da Rússia de usar armas nucleares lembram ao mundo que a escalada do conflito por acidente, intenção ou erro de cálculo é um risco terrível. As possibilidades de que o conflito possa sair do controle de qualquer um continuam altas", disse a CEO do Boletim, Rachel Bronson, em entrevista coletiva em Washington na terça-feira.

O anúncio será traduzido pela primeira vez do inglês para o ucraniano e o russo para atrair atenção relevante, disse Bronson.

Uma organização sem fins lucrativos com sede em Chicago, o Boletim atualiza o tempo do relógio anualmente com base em informações sobre riscos catastróficos para o planeta e a humanidade.

(Reportagem de Katharine Jackson)