Relação vai melhorar para todos, diz Mourão após 1ª reunião com substituto de Salles

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  03-02-2020 - General Hamilton Mourão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 03-02-2020 - General Hamilton Mourão. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Após a primeira reunião com o novo ministro do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite, na manhã desta sexta-feira (2), o vice-presidente Hamilton Mourão, que vinha tendo uma convivência conturbada com Ricardo Salles, disse que, agora, a relação iria melhorar para todos.

"O ministro Joaquim tem uma outra forma de agir, obviamente, cada pessoa tem a sua maneira de ser. Temos um relacionamento tranquilo aí, vai melhorar para todo mundo", disse Mourão no início da tarde.

Pereira Leite evitou a imprensa ao chegar e sair da Vice-Presidência.

Segundo Mourão, a reunião serviu para acertar a coordenação e medidas que precisam ser tomadas. "Nada demais", afirmou sem entrar em detalhes.

O vice-presidente disse que sua equipe continuará o diálogo com Alemanha e Noruega, enquanto Meio Ambiente e Itamaraty manterão a intermediação com os Estados Unidos.

Salles era considerado por negociadores estrangeiros como um obstáculo para qualquer avanço nas tratativas ambientais com os Estados Unidos e países europeus. A interlocução do ex-ministro com esses governos ficou inviabilizada após seu envolvimento numa investigação da Polícia Federal sobre contrabando de madeira.

Personagem até pouco tempo atrás sem relevância política, Joaquim Álvaro Pereira Leite assumiu o ministério do Meio Ambiente em meio a uma disputa interna no governo Jair Bolsonaro pela liderança da pauta ambiental do país.

Leite assumiu o comando de um ministério desestruturado por seu antecessor e com um corpo técnico rompido com o comando da pasta.

Mourão comentou ainda o número de focos de calor na Amazônia em junho, que chegou a 2.308, recorde desde 2007 (3.519). O vice-presidente ponderou que o número é alto, mas o relativizou pela média para o mês desde o início do monitoramento, em 1998 -2.687 focos.

"A média histórica de junho é de 2.700, ficamos em 2.308. Não é nenhum número bom", afirmou.

De acordo com Mourão, há nove pontos de queimada efetivos e "o foco do calor não é uma queimada" e que "uma fogueira é um foco de calor identificado pelo satélite".

"A pior área é noroeste de Mato Grosso, ao longo da BR-158. Ali estão os piores pontos. É uma área que não é mais selva. É cerrado, área que já foi entropisada. Área de selva mesmo não tem nada queimando para valer", afirmou.

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