Relatório da ONU acusa Israel de ser a principal causa do conflito com os palestinos

A ocupação de territórios palestinos por Israel e a discriminação da população palestina são "as causas principais" das tensões recorrentes e da instabilidade na região, segundo um relatório publicado por uma comissão de investigação encarregada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Temores de nova eleição: Governo de Israel se torna minoritário após parlamentar retirar apoio

Ameaças: Crescentes tensões em Jerusalém e crises internas na coalizão testam o governo de Naftali Bennett

Negativa: Israel afirma que não há suspeita de conduta criminosa no assassinato de jornalista da al-Jazeera

Israel, que se recusou a cooperar com a comissão, considerou "que o documento é parcial e tendencioso, desqualificado por seu ódio ao Estado de Israel e baseado em informações parciais e segmentadas", segundo uma nota de seu Ministério de Relações Exteriores.

"As conclusões e recomendações relacionadas às causas profundas (do conflito) apontam, em sua grande maioria, para Israel, o que entendemos como um indicativo da natureza desproporcional do conflito e a realidade de um Estado que ocupa outro", escreve a presidente da comissão, a sul-africana e a alta comissária para os Direitos Humanos, Navanethem Pillay.

Cassetetes e bombas de efeito moral: Polícia de Israel reprime palestinos durante funeral de repórter da al-Jazeera

"Encerrar a ocupação de territórios por parte de Israel, em cumprimento às resoluções do Conselho de Segurança, segue sendo crucial para pôr fim ao ciclo persistente de violência. O que se transformou em uma situação de ocupação permanente foi citada pelas partes interessadas palestinas e israelenses como uma das raízes das tensões recorrentes, da instabilidade e da prorrogação de um conflito tanto nos territórios palestinos ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, como em Israel", continua o texto.

Guga Chacra: A repressão da polícia de Israel ao funeral de jornalista palestina deve ser condenada

O relatório especifica que o documento foi entregue antes de sua publicação para as autoridades palestinas e israelenses.

Para denunciar a publicação, cerca de vinte estudantes e reservistas do exército israelense se manifestaram nesta terça-feira em frente à sede da ONU em Genebra. Alguns se disfarçaram de membros do movimento armado palestino Hamas, com o rosto coberto por balaclavas pretas e uniformes militares.

"Nós matamos civis e a ONU nos protege", gritavam, enquanto outros usavam máscaras com o rosto do líder do Hamas na Faixa de Gaza, Yahya Sinwar.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos