Relatório dos EUA sobre morte de Khashoggi deve se concentrar em príncipe da coroa saudita

Mark Hosenball e Jonathan Landay e Trevor Hunnicutt
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Príncipe da coroa saudita, Mohammed bin Salman, em Riad

Por Mark Hosenball e Jonathan Landay e Trevor Hunnicutt

WASHINGTON (Reuters) - O governo do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve tornar público um relatório de inteligência na quinta-feira que conclui que o príncipe da coroa saudita Mohammed bin Salman aprovou o assassinato do jornalista Jama Khashoggi em 2018, segundo afirmaram quatro fontes familiarizadas com o assunto.

A publicação do documento representaria a mais recente iniciativa de Biden para realinhar os laços com o governo de Riad após Washington passar anos relevando o histórico de direitos humanos, a participação na guerra civil do Iêmen, além de outras questões relacionadas ao seu importante aliado árabe e grande produtor de petróleo.

A divulgação do relatório deve coincidir com a primeira conversa telefônica, possivelmente na quarta-feira, entre Biden e o rei saudita Salman desde a chegada do democrata à Presidência.

Biden está deslocando a política externa norte-americana da relação acalorada que a Casa Branca de seu antecessor Donald Trump tinha com o príncipe da coroa. Biden está tentando trazer o contato com Riad de volta para as linhas tradicionais de abordagem antes dos quatro anos de Trump.

A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki disse a jornalistas na quarta-feira que Biden se comunicaria apenas com o rei, que tem 85 anos, e que o relatório de Khashoggi estava pronto para publicação e sairia em breve.

Khashoggi, jornalista saudita de 59 anos e colunista do jornal Washington Post, foi chamado até o consulado saudita em Istambul no dia 2 de outubro de 2018 e morto por uma equipe de agentes ligados ao príncipe saudita, o governante efetivo do reino. Seu corpo foi então desmembrado e seus restos mortais nunca foram encontrados.

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447702))

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