Relatora vota para tornar réu deputado bolsonarista que forjou o próprio atentado

Deputado federal Loester Trutis se define em suas redes sociais como
Deputado bolsonarista, Trutis se define em suas redes sociais como "Conservador, Armamentista e AntiAborto" .(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (5) para transformar em réu o deputado bolsonarista Loester Trutis (PL-MS). Ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter forjado o próprio atentado à bala.

A alegação imputa os crimes de comunicação falsa de crime, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo.

O julgamento será concluído na próxima semana (15) e está sendo feito através do plenário virtual, quando os magistrados revelam seus votos no sistema eletrônico.

Se Trutis se tornar réu, a decisão sobre uma possível condenação deve ser tomada em outro julgamento, cuja data ainda não foi definida.

A ministra afirmou que entende que há indícios de que o deputado tentou explorar o evento politicamente para temas como porte de armas e a autodefesa por civis. As informações são do G1.

Eleito em 2018, Loester é tido como uma das caras da ‘nova política’, com propostas conservadoras e defendendo as ideias do presidente Jair Bolsonaro (PL), como o armamento da população brasileira.

Como tudo aconteceu

O caso começou a ser investigado em 2021, quando o parlamentar alegou ter sido vítima de uma “emboscada” na rodovia BR-060, entre Sidrolândia (MS) e Campo Grande (MS). O automóvel que era conduzido por um assessor foi atingido por tiros nos vidros traseiros e na lateral.

O próprio deputado chegou a postar imagens do carro nas redes sociais. Na ocasião, ele e o assessor formalizaram uma denúncia de tentativa de homicídio na Superintendência da Polícia Federal. Entretanto, a Polícia Federal disse que não houve atentado e, portanto, não houve crime contra ele.

Laudos da perícia técnica mostraram que seria impossível que o deputado não fosse atingido por um dos tiros se a tentativa de homicídio tivesse realmente ocorrido.

Os advogados do deputado pediram ao STF a absolvição sumária. Eles alegam que há uma série de problemas processuais e sustentam que haja a nulidade da investigação.

De acordo com o G1, Loester Trutis tem negado que o atentado tenha sido forjado e alega ser "vítima de um refinado conluio de autoridades locais, que induziram a PGR e a ministra a erro".

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